domingo, 23 de junho de 2013

Mortalidade Infantil - que país é este?

Vinte e cinco bebês morreram somente neste mês de junho na Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, em Belém. Nove deles, filhos de mães adolescentes e que chegaram à instituição com problemas sérios por conta da falta do acompanhamento correto do pré-natal. A maioria das crianças nasceu com menos de três quilos e com doenças congênitas, provocadas por algum tipo de doença adquirida pela mãe durante a gestação, como a pressão alta (eclâmpsia), sífilis e infecção urinária. A administração da Santa Casa e a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) descartam que a causa seja infecção hospitalar, por passar constantemente por fiscalização da Vigilância Sanitária. Na tarde do dia 14, o secretário estadual Hélio Franco, convocou a imprensa para antecipar o registro das mortes dos recém-nascidos antes que tomasse uma proporção alarmante à população, sobretudo, entre as famílias das crianças que estão internadas na Santa Casa. Ela informou que as mortes dos bebês tiveram várias causas.
[Amazônia Jornal(PA)- 15/06/2013] - Infância na Mídia - ANDI

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Assistência à Saúde (SAS), área técnica da Saúde da Criança, Departamento de Atenção Básica (DAB) e Vigilância Epidemiológica, esteve em Belém e se reuniu com técnicos e dirigentes da Secretaria de Saúde do Estado, oportunidade em que se confirmou que as circunstâncias que levaram a óbito 32 crianças são as mesmas de 2008, quando mais de 100 bebes morreram em poucos meses, depreendendo-se os seguintes dados ainda preliminares:

32 crianças foram a óbito, sendo 9 em razão de má formação congênita e 23 que se encontravam em nível extremo de prematuridade com peso abaixo de 1,5 kg ao nascer;

Acredita-se que a precariedade da atenção básica municipal (os óbitos dizem respeito a crianças egressas do interior do estado), assim como do pré-natal concorrem fortemente para o agravamento da situação, por exemplo, expressivo número de mães apresentam infecção urinária;

Some-se a esses fatores, a superlotação da Santa Casa, sobretudo pela excessiva demanda que recebe da quase totalidade dos municípios paraenses, isto também enquanto unidade de referencia.

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