sexta-feira, 28 de junho de 2013

Adolescentes e a experimentação e consumo de cigarro, álcool e outras drogas; saúde sexual e reprodutiva; violências, segurança...

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012 (PENSE 2012) - IBGE

O IBGE acaba de divulgar os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012 (PENSE 2012) que traz um rico e importante conjunto de informações da saúde, hábitos e condições de vida das crianças e adolescentes (86,0% de 13 a 15 anos de idade).

A pesquisa revela que mais de um quarto dos estudantes com 13 a 15 anos de idade já dirigiu um veículo motorizado. Apesar de ser proibido pela legislação brasileira, 27,1% dos estudantes do 9º ano, com 13 e 15 anos de idade, informaram ter dirigido um veículo motorizado nos 30 dias anteriores, e 19,3% disseram ter andado de motocicleta sem usar capacete. Essas são algumas das informações captadas pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2012, que entrevistou mais de cem mil adolescentes em 2.842 escolas de todo o país.

Por meio de um questionário eletrônico que preserva a privacidade dos entrevistados, o IBGE captou diversas informações sobre a vida dos estudantes: 28,7% deles informaram que já tiveram uma relação sexual, e 75,3% disseram ter usado preservativo da última vez. Esses percentuais estão em patamares similares aos encontrados por pesquisas semelhantes à PeNSE, realizadas pela OMS em outros países.

A violência também está presente no cotidiano de muitos escolares: 6,4% deles disseram ter se envolvido em brigas com armas de fogo, e  de sua família. Neste caso, as agressões são um pouco mais frequentes contra as meninas (11,5%) do que contra os meninos (9,6%). Além disso, 7,2% dos escolares afirmaram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações dentro da escola, e 20,8% praticaram algum tipo de bullying contra os colegas nos 30 dias anteriores a pesquisa.

Drogas ilícitas como maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume ou ecstasy já foram usadas por 7,3% dos escolares, e 21,8% dos adolescentes entrevistados já sofreram algum episódio de embriaguez na vida. O consumo de cigarros nos 30 dias anteriores foi relatado por 5,1% dos escolares e 26,1% consumiram álcool no mesmo período.

Aproximadamente um terço (31,1%) das meninas escolares estavam tentando emagrecer, sendo que 6,4% das entrevistadas afirmaram ter induzido o próprio vômito ou tomado laxantes para isso. A seguir, um resumo das principais informações obtidas pela PeNSE 2012.

A segunda edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) do IBGE foi realizada entre abril e setembro de 2012, a partir de convênio entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde, com o apoio do Ministério da Educação. A PeNSE entrevistou 109.104 escolares do 9º ano do ensino fundamental - 86% deles com 13 a 15 anos de idade - e, também, os diretores ou responsáveis pelas escolas. Integraram a amostra da pesquisa as escolas com mais de 15 alunos matriculados no 9º ano, em turmas regulares diurnas. Em 2012, a abrangência geográfica da pesquisa foi ampliada para o conjunto do País e as cinco Grandes Regiões. A edição de 2009 trazia apenas informações sobre as 27 capitais.

No Brasil, a PeNSE foi primeira a utilizar um questionário eletrônico, respondido diretamente pelos próprios adolescentes em computadores de mão, sem a interferência do entrevistador, resguardando a privacidade dos entrevistados. São investigados os seguintes temas: aspectos socioeconômicos; contexto familiar; hábitos alimentares; prática de atividade física; hábitos sedentários; ; e percepção da imagem corporal.

Em 2012 foram introduzidos novos temas, como trabalho; higiene; acidentes; saúde mental; uso de serviço de saúde e prevalência de asma, entre outros. Houve algumas perguntas adicionadas ou alteradas, para facilitar as respostas e/ou permitir comparações internacionais. Além disso, foi introduzido um segundo questionário, sobre a estrutura e o entorno das escolas aplicado aos seus diretores ou responsáveis.

A PeNSE 2012 permite algumas comparações internacionais. Atualmente, mais de 100 países monitoram a saúde dos estudantes. Dois exemplos desses acompanhamentos são a Health Behavior in School Aged Children (HBSC) (http://www.hbsc.org) e o Global School-based Student Health Survey (GSHS), proovidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com a participação de mais de 40 países, além da americana Youth Risk Behavior Survey (YRBS) (http://www.cdc.gov/HealthyYouth/yrbs/index.htm).


Acesse a pesquisa:  http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pense/2012/pense_2012.pdf

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