sábado, 31 de março de 2012

Protesto contra desaparecimento de crianças


  A Associação Brasileira de Busca e Defesa a Crianças Desaparecidas, conhecida como Mães da Sé, protestou na tarde de hoje (31) contra a falta de políticas públicas para solucionar o desaparecimento de pessoas no país. Com cartazes e fotos dos jovens que procuram, os parentes ocuparam as escadarias da Catedral da Sé, centro de São Paulo.


Maria de Lurdes Ramalho levou a foto de Carlos Alberto, que desapareceu quando tinha 6 anos em Mairiporã (SP). Há quase 20 anos, o menino estava em frente de casa para esperar o pai chegar do trabalho, quando desapareceu. “Quando fomos procurar, já não estava mais. Desapareceu, ninguém viu, ninguém sabe”, relatou a mãe.

O Presidente da Fundação Criança, Ariel de Castro Alves, explicou que um dos principais problemas nestes casos é a falta de um cadastro nacional de crianças desaparecidas. “Existe uma expectativa em relação ao funcionamento efetivo do cadastro nacional, que apesar de ter sido criado por lei em dezembro de 2009, acaba não funcionando efetivamente”.
Segundo ele, o primeiro passo para que o registro nacional funcione é a criação de cadastros estaduais que tenham foto e as informações básicas da pessoa procurada. “O mais importante seria integrar as polícias estaduais com o governo federal por meio do Ministério da Justiça”. De acordo com ele, somente no estado de São Paulo cerca de 9 mil crianças e adolescentes estão desaparecidos.
Alves também reclamou que ainda há resistência da polícia em colocar em prática a lei que determina o registro imediato dos desaparecimentos. “Ainda hoje é muito comum que a polícia impeça esse registro imediato, não aceite que seja registrado imediatamente, manda esperar 24 ou 48 horas e nós sabemos que esses momentos iniciais sãos os mais importantes para tentar localizar a pessoa desaparecida”.

www.uol.com.br

O fim do sonho norte americano?

"Por gerações os jovens nova-iorquinos têm lutado com um malabarismo: manter postos de trabalho durante a tentativa de concluir o ensino médio. Emily Berl, um fotógrafo do Brooklyn, focou sua lente em vários adolescentes que levam vidas duplas. Ms. Berl encontrou adolescentes com pais que não têm emprego, e outros que apoiam as famílias em seus países de origem.

Um exemplo é Osama Al-Mulaiki, 17, que abre a delicatessen em Brooklyn antes do sol nascer, as seis e trinta da manhã, trabalha até a hora da aula e volta depois da escola para trabalhar á noite até fechar.




Felicia Pravata, 18, vive com sua tia e ajuda a pagar as contas e alimentos, bem como suas próprias despesas e atividades. Além de estudar para concluir o ensino médio, ela trabalha de 20 a 25 horas por semana e muito mais durante as férias em uma loja de roupas perto de sua casa. "As contas subiram" em casa, Felicia disse, "eu quero ajudar."

Crédito: Emily Berl for The New York Times
www.nyt.com.br

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bullying e homofobia

"Se você é um/a estudante LGBT e foi vítima de bullying homofóbico ou qualquer outro tipo de agressão física ou simbólica na escola, denuncie”. Essa é a recomendação dada pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) na campanha contra homofobia nas escolas. Lançada na semana passada, a iniciativa pretende incentivar as vítimas a denunciarem.

Piadas que levam ao constrangimento, agressões físicas e psicológicas e ameaças entre estudantes nas escolas são apenas algumas situações que podem atrapalhar o desenvolvimento físico e emocional da criança e do adolescente, além de prejudicar o desempenho escolar. Entre as vítimas, estão lésbicas, gays, bissexuais e travestis.

A campanha estimula a vítima de homofobia na escola a registrar um boletim de ocorrência (BO) sobre o caso, denunciar ao Disque 100 e relatar o ocorrido para a ABGLT através do correio eletrônico presidencia@abglt.org.br, a fim de que a entidade acompanhe o caso.

De acordo com Yone Lindgren, vice-presidenta da ABGLT, muitos/as adolescentes já procuram a Associação para denunciar casos de homofobia nas escolas, assim como pais e mães que não sabem como lidar com a situação. Segundo ela, a campanha tem o objetivo de "evitar que crianças passem pelos constrangimentos” de ações preconceituosas. Outra bandeira da campanha é a "liberação imediata do kit anti-homofobia do MEC [Ministério da Educação]”.

Para Yone, a melhor forma de prevenir o bullyinghomofóbico é através do debate. "[A prevenção deve ser através] da abertura de espaço para se falar para as crianças e os adolescentes o que o bullying pode provocar. Tem que se educar nas escolas”, afirma, destacando a importância de se discutir com as crianças que elas "respeitem a diversidade”.

Uma pesquisa realizada em 2004 sobre o perfil dos participantes da Parada do Orgulho LGBT da capital do Rio de Janeiro revelou que 40,4% dos adolescentes entre 15 e 18 anos já haviam sido vítimas de homofobia na escola. Entre os jovens de 19 e 21 anos, a porcentagem era um pouco menor: 31,3% foram vítimas de preconceito em instituições de ensino.

Uma publicação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizada em 13 capitais brasileiras, também destacou a discriminação por orientação sexual no ambiente escolar. Segundo a pesquisa, divulgada em 2001, 44,9% dos alunos do sexo masculino de ensino fundamental e médio, em Vitória (ES), não gostariam de ter homossexuais entre os colegas de classe. As cifras não são muito diferentes em outras cidades, variando entre 33,5%, em Belém (PA) e 40,9%, em São Paulo (SP).   Da Adital com informações de agências.
Saiba mais em: http://www.abglt.org.br/

quarta-feira, 28 de março de 2012

Crianças e adolescentes lendo menos livros

Crianças e adolescentes estão lendo menos livros, segundo pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que a Fundação Pró-Livro vai publicar na tarde desta quarta-feira (28), elaborada em parceria com o Ibope Inteligência. De acordo com dados antecipados com exclusividade para o G1, o estudo do mercado dedicado a conhecer o perfil do leitor brasileiro apontou queda no índice de leitura em todas as faixas etárias de crianças e adolescentes.
Na primeira faixa etária, a das crianças (de 5 aos 10 anos), a média registrada foi de 5,4 livros por criança. Em 2007, porém, a mesma marca era de 6,9 livros por leitores desta faixa etária. Entre os pré-adolescentes (11 a 13 anos), o índice caiu de 8,5 livros em 2007 para 6,9 livros em 2011. Entre os adolescentes (14 a 17 anos), a média também caiu de 6,6 livros para 5,9 livros na pesquisa divulgada nesta quarta-feira (veja gráfico acima). “Esperamos que os cenários apresentados possam contribuir para a avaliação e a implementação de políticas públicas que melhorem os índices de leitura no Brasil”, destacou a presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.
Entre as crianças, os livros infantis predominam no gênero preferido com 66%, seguido pelos livros didáticos (47%) e as histórias em quadrinhos (36%). Na faixa dos 11 aos 13 anos, os livros didáticos repetem a marca de 47%, seguidos pelos infantis (34%), quadrinhos (33%) e contos (30%). Na faixa etária de 14 a 17 anos, cresce a influência dos livros didáticos (55%), e aparecem os romances com 41%, contos (30%), livros de poesia (28%) e livros juvenis (26%).

Portal G1

Crianças em condições desumanas

As forças sírias estão deliberadamente e sistematicamente alvejando crianças, declarou à BBC a alta comissária da ONU de direitos humanos, Navi Pillay.
"Esse é um dos desdobramentos mais chocantes da reação do governo sírio aos protestos (antigoverno)", disse Pillay. "Eles (forças de segurança) estão indo atrás das crianças. Temos provas, obtidas pela comissão de investigação, após falar com pais e vítimas, de que crianças levaram tiros no joelho, foram presas em condições desumanas, sem acesso a medicamentos, sendo alvo de brutalidade. É horrível."
Ela disse que a ONU não está tendo acesso a muitas dessas crianças.
Pillay também disse que a alegação síria, de que há "terroristas" entre os opositores do governo, "não é uma desculpa para atacar áreas civis densamente povoadas. Isso é crime sob a lei internacional".
A estimativa da ONU é de que cerca de 9 mil pessoas tenham morrido na Síria em decorrência da repressão aos protestos antigoverno, em curso há um ano.
Questionada se o presidente sírio, Bashar al-Assad, tinha responsabilidade nas matanças, Navi Pillay afirmou ter "provas suficientes apontando para o fato de que muitos desses atos cometidos pelas forças de segurança devem ter recebido a aprovação e a cumplicidade no mais alto nível de governo. Assad poderia simplesmente ordenar o fim das matanças".
Ela afirmou também que o presidente sírio terá de "enfrentar a Justiça" - em referência ao Tribunal Penal Internacional - por conta das denúncias de abusos no país.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/03/120328_siria_criancas_pai.shtml

Justiça injusta

Sexo com menor pode não ser estupro


Mariângela Gallucci, Estadão.com.br
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que nem sempre o ato sexual com menores de 14 anos poderá ser considerado estupro. A decisão livrou um homem da acusação de ter estuprado três meninas de 12 anos de idade e deve direcionar outras sentenças. Diante da informação de que as menores se prostituíam, antes de se relacionarem com o acusado, os ministros da 3.ª Seção do STJ concluíram que a presunção de violência no crime de estupro pode ser afastada diante de algumas circunstâncias.
Na época do ocorrido, a legislação estabelecia que se presumia a violência sempre que a garota envolvida na relação sexual fosse menor de 14 anos. Desde 2009, prevê-se que a idade de "consentimento" para atos sexuais continua a ser 14 anos, mas o crime para quem se envolve com alguém abaixo dessa idade passou a ser o de "estupro de vulnerável".
De acordo com dados da Justiça paulista, as supostas vítimas do estupro "já se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data". A mãe de uma delas chegou a dizer que a filha faltava às aulas para ficar em uma praça com outras meninas para fazer programas em troca de dinheiro.
"A prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado", decidiu o Tribunal de Justiça de São Paulo.

Meu comentário: Surfando na ignorância do judiciário poderíamos propor, por um silogismo simples, que quando alguém roubar uma loja que já foi roubada anteriormente não poderá ser acusado de roubo. Alguém que agredir uma pessoa que já havia sido agredida não pode ser acusado de agressão.... Realmente o judiciário brasileiro além de machista tem uma inteligência profundamente limitada.