quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Adolescentes na internet e bullying

Um novo estudo do Pew Research Center, nos Estados Unidos, sobre os hábitos dos adolescentes (entre 12 e 17 anos) nas redes sociais revelou que há muita animosidade e até bullying na vida on-line dos jovens. Oitenta por cento deles têm perfis neste tipo de site.
Segundo a pesquisa, embora a maioria considere que as redes sociais fazem com que se sintam bem e mais próximos de outras pessoas, pelo menos 41% admitiram ter tido ao menos uma experiência negativa nos sites. Um quarto dos jovens ouvidos afirmou que essa experiência negativa on-line resultou numa discussão ou confronto ao vivo posteriormente, e 22% terminaram amizades por problemas dentro das redes (a maioria no Twitter). Parte dos adolescentes (13%) declarou ter ficado com medo de ir à escola no dia seguinte à confrontação na internet, e outros 13% tiveram problemas com os pais por causa de Facebook e afins. Finalmente, 8% se envolveram em brigas físicas após discussões nas redes sociais.
De acordo com o Pew Research, 88% dos internautas adolescentes já viram alguém se mostrar cruel ou maldoso nas redes sociais; e 15% afirmaram ter sido vítimas de crueldade on-line nos últimos 12 meses. As meninas de 12 e 13 anos são as que mais reclamam de maus tratos e indelicadeza nas redes - 33% o declararam.
Moradores de áreas urbanas (23%) e rurais (28%) são os que mais costumam ser maltratados no uso das redes sociais. O bullying também ocorre: 19% dos jovens disseram que já foram importunados de várias formas (pessoalmente, por telefone, por SMS etc), e 8% foram perseguidos na internet. As meninas (12%) são as que mais reportam terem sido vítimas de bullying.
A maldade e a crueldade, no entanto, acabam passando em branco na maioria dos casos. Cinquenta e cinco por cento dos adolescentes afirmam que, ao verem algo ruim acontecendo nas redes, a maioria dos internautas simplesmente ignora o que está acontecendo, enquanto 27% viram alguém defendendo a vítima. Outros 20% testemunharam reações de outros internautas mandando o ofensor parar com a perseguição. Mas 19% também perceberam outras pessoas se aproveitando da situação para cair em cima da vítima. A atitude de ignorar os problemas é adotada frequentemente por 35% dos próprios adolescentes. Mas 21% admitiram que por vezes participam da perseguição.
- Eu não queria intervir, porque estava meio assustada - contou na pesquisa uma estudante do ensino médio. - (...) Era um círculo de raiva e muitos palavrões. (...) No fim, cliquei em "Reportar".
O site mais usado, de longe, é o Facebook, com 93% da preferência dos adolescentes, contra 12% para o Twitter. Google+ e Orkut nem aparecem na lista. Dos jovens, 59% têm apenas um perfil numa rede, enquanto 41% têm perfis em várias delas. O Pew Research entrevistou 799 adolescentes nos EUA para a pesquisa.

O GLOBO

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