quarta-feira, 15 de junho de 2011

Trabalho infantil na Bolívia

E interessante observar na notícia abaixo como a visão funcionalista continua predominando na análise das "causas" do trabalho infantil. Sinceramente, atribuir a responsabilidade do trabalho infantil à irresponsabilidade paterna e a decomposição familiar (seja lá o que isso queira dizer), em pleno século XXI, e não fazer nenhuma menção ao sistema sócio-econômico de exclusão social e de produção das desigualdades étnicos raciais e nem citar os fatores culturais, é como continuar dizendo que o sol gira em torno da terra....


"Na Bolívia, cerca de 437 mil crianças e adolescentes entre 5 e 13 anos e 309 mil entre 14 e 17 anos realizam trabalhos perigosos, que arriscam a sua integridade física e mental, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). O registro nacional aponta que são 850 mil crianças e adolescentes trabalhadores, dos quais mais de 397 mil trabalham nas cidades e 452 mil no campo, segundo o ministro do Trabalho, Daniel Santalla. Um estudo do Centro Boliviano de Investigação e a Ação Educativas assinala que na cidade de El Alto eles chegam trabalhar 12 horas por dia como garçons, babás, diaristas, comerciantes, vendedores ambulantes, pedreiros e outros. Os fatores que influenciam para que os jovens e crianças trabalhem são a pobreza, a migração, a irresponsabilidade paterna e a decomposição familiar, segundo os dados do Ministério do Trabalho."

Publicada na Rede Andi a partir das seguintes fontes: El Deber, edición digital - La Razón, pág. A34 - Cambio, pág. 25 - Extra, pág. 4 - El Alteño, pág. 4 - ANNI Bolivia – junho de 2011

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