sábado, 30 de abril de 2011

Adolescência na arte


"O Salvador adolescente" atribuído alternativamente a Leonardo, seu círculo e a seu aluno Giovanni Boltraffio.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Regulamentação das Lan houses ou Centros de Inclusão Digital

O Plenário aprovou, nesta terça-feira, o Projeto de Lei 4361/04, que regulamenta o funcionamento das chamadas lan houses e prevê sua participação em parcerias com os governos para o desenvolvimento de atividades educacionais, culturais e de utilidade pública. A matéria será analisada ainda pelo Senado.

São previstas parcerias entre os governos municipais, estaduais e federal para ampliar o acesso à internet por meio de programas de complementação pedagógica.

Se o projeto virar lei, as lan houses passarão a ser definidas como centros de inclusão digital (CID), que apresentam interesse social para a universalização do acesso à internet, além de prestadoras de serviços.

Estima-se que existam hoje aproximadamente 108 mil lan houses em todo o Brasil, e 45% do total de usuários acessam a internet nesses estabelecimentos. Nas classes D e E, esse número sobe para 74%.

"Na faixa etária de menores de 16 anos, 60% dos que acessam a internet o fazem por meio de uma lan house, por isso não podemos estabelecer restrições para esse grupo",

De acordo com o texto aprovado, as lan houses deverão possuir softwares que orientem e alertem menores de 18 anos sobre o acesso a jogos eletrônicos não recomendados para sua idade, respeitando a classificação indicativa do Ministério da Justiça. Isso valerá também para sites pornográficos e afins.

Os equipamentos também terão de possuir programas que garantam a inviolabilidade dos dados pessoais do usuário e do conteúdo acessado, salvo no caso de ordem da Justiça para investigação.

Essas regras deverão aparecer na tela inicial de cada computador e seu descumprimento pela lan house implicará o descredenciamento automático de programas públicos de apoio.

Entre os serviços que podem ser oferecidos pelas lan houses estão o acesso a programas de pesquisa e estudo e a conexão com instituições públicas para o cumprimento de obrigações legais e exercício da cidadania.

Para estimular a atualização tecnológica das lan houses, o projeto aprovado estabelece prioridade em linhas especiais de financiamento para compra de computadores. Isso se aplica, por exemplo, a bancos públicos como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Outro ponto do projeto permite a municípios e organizações representativas das lan houses instituir selos de qualidade com o objetivo de incentivar a melhoria do serviço prestado.

Do site da Camara de Deputados

A morte das crianças e a desumanização da mídia

O título acima surgiu a partir do relato do jornalista Mauricio Stycer:

"Escola Municipal Tasso da Silveira. Terça-feira, 19 de abril, 7h50 da manhã. Próximo ao portão, o repórter de uma emissora de televisão entrevista um aluno que volta ao colégio pela primeira vez desde o massacre de 7 de abril. Acompanhado da mãe, o garoto deve ter uns 10 anos e muito pouco a dizer. Ao final da entrevista, o jornalista os orienta a recuar 20 metros, para o câmera poder filmá-los chegando. Ele explica: “Vem de lá, aí quando estiver perto do portão você se despede e dá um beijinho nele”. A mãe faz exatamente o que ele pediu.

Enviado pelo UOL Notícias, passei dois dias diante do portão da Tasso da Silveira. Na segunda-feira, houve o retorno às aulas das crianças no 9º ano. Na terça, de todas as demais. Fiquei impressionado com a tensão e o desespero dos repórteres e câmeras de televisão. Além do empurra-empurra para conseguir imagens banais, presenciei inúmeras situações como a descrita acima, em que os colegas agem como “diretores” de cena, orientando os entrevistados, com o objetivo de conseguir imagens mais dramáticas e falas mais fortes.

Um dos momentos mais tristes foi ouvir Renata dos Reis Rocha, mãe das gêmeas Bianca e Brenda. A primeira morreu e a segunda ficou ferida no ataque. Revoltada, Renata decidiu pedir a transferência da menina sobrevivente da Tasso da Silveira. O seu desabafo aos repórteres foi muito forte. “Eu não podia nem levar merenda pra minha filha lá em cima. E um estranho pode?”

Uma repórter de TV, porém, perdeu o início da entrevista de Renata e não registrou o momento em que ela revelou ter decidido tirar a filha da escola. Aflita, na frente de todos os colegas, que continuavam conversando com a mãe, a repórter enfiou o microfone na cara de Renata e implorou: “Fala isso pra mim: ‘Ela não tem condições de estudar aqui’. Entendeu? Fala pra mim”.

Os repórteres de TV sofrem pressão maior quando são convocados a entrar ao vivo, em programas de suas emissoras. Segurando o diretor da escola, Luis Marduk, a repórter de uma emissora aguardava o momento para entrevistá-lo ao vivo, mas o sinal não chegava. “Um minuto, um minuto”, dizia ela. Todos foram ficando impacientes, até que o diretor reclamou. “Queria ter relógio de repórter. É um inferno”. Ao que a jornalista responsável pela situação respondeu: “Mas eu esperei o senhor 25 minutos”.

Nem todo mundo à porta da escola é pai ou parente de aluno. A concentração de jornalistas atrai muitos curiosos. Que também são entrevistados e dão palpites sobre o massacre, sobre segurança nas escolas, sobre o que for. Ouvi uma senhora dando entrevista. A repórter tentou várias perguntas, sem conseguir tirar nada “forte”. Até que mandou: “A senhora acha que o massacre prejudicou a imagem do bairro?”

A secretária de Educação, Claudia Costin, pediu aos jornalistas que não abordassem os alunos. O pedido, naturalmente, não foi acatado . Pior, vi uma repórter reclamando depois de entrevistar alunos. “Duas crianças que não falam absolutamente nada. Não rendeu nada”.

Na expectativa de ouvir frases de efeito, dramáticas, ela não atinou para a graça do diálogo que teve com um menino. “Como foi esta volta às aulas? Foi difícil rever a escola? E encontrar os amigos? Como foi?”, ela questionou. E o garoto, em uma palavra, disse tudo: “Maneiro”."

http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/2011/04/20/em-busca-da-noticia-e-de-cenas-dramaticas-em-realengo/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Desigualdade racial

Veja algumas conclusões do Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, 2007-2008, divulgado hoje pela UFRJ:

O perfil da população preta & parda era mais jovem do que o da população branca. Em 2006, dos residentes pretos & pardos, 28,2% tinham até 14 anos de idade e 5,7% tinham mais de 65. Entre os brancos, os que tinham menos de 14 e mais de 65 anos de idade eram, respectivamente, 23,8% e 8,4%. Durante o período de 1995 a 2006, ocorreu um aumento da idade média dos brasileiros, o que também se expressou em cada grupo de cor ou raça. A idade mediana dos brancos era de 26 e passou para 30 anos de idade; e a dos pretos & pardos, passou de 21 para 26 anos de idade.
➢ Ao longo do período em análise, houve uma queda na taxa de fecundidade das mulheres brasileiras, medida pelo número de filhos por mulher em idade reprodutiva (15 a 49 anos). Em 1995, entre as brancas, era de 2,2 e, entre as pretas & pardas, de 3,0. Em 2005, este indicador
passou para 1,88 entre as brancas (queda de 14,5%), e para 2,25, entre as pretas & pardas (queda de 25%). Com isso, a taxa de fecundidade das pretas & pardas, que era 33,3% superior à das brancas, tornou-se 19,7% maior. Vale frisar, também, que a taxa de fecundidade das mulheres brancas já se encontra abaixo da taxa de reposição populacional.
➢ No Brasil, de 1995 a 2005, a taxa de mortalidade infantil – até um ano de idade – declinou de 37,6 para 23,7 por mil nascidos vivos (queda de 37%). Esse movimento se associou a uma queda das assimetrias de cor ou raça neste período. Entre o contingente branco, o indicador passou de 27,1 para 19,4 por mil nascidos vivos (queda de 28,4%). No caso dos pretos & pardos, a taxa de mortalidade infantil declinou de 47,3 para 24,4 por mil nascidos vivos (queda de 48,4%). Assim, a taxa de mortalidade infantil desse último grupo, que, em 1995, era 74,5% superior a dos brancos, tornou-se 25,8% maior, em 2006.
➢ A taxa de mortalidade na infância (até cinco anos de idade) dos brasileiros também declinou de 1995 a 2005: de 47,2 para 28,6 mil nascidos vivos. Entre as crianças brancas, a queda foi de 32,9 para 23,1 por mil nascidas vivas (redução de 30%). Já entre as pretas & pardas, foi de 60,6 para 29,4 por mil nascidas vivas (redução de 51,5%). Assim, essa desigualdade de cor ou raça no indicador passou de 84,2% para 27,3%.

O relatório completo está disponível em: http://www.laeser.ie.ufrj.br/relatorios_gerais.asp

sábado, 2 de abril de 2011

Where is the love

Onde Está o Amor?

O que está errado com o mundo mãe? As pessoas vivendo como se não tivessem mãe. Acho que o mundo todo viciou-se no drama. Apenas atraído a coisas que trazem dor.

No exterior, sim, a gente tenta parar com o terrorismo. Mas ainda temos terroristas vivendo aqui. Nos EUA, a grande CIA. Os Bloods os Crips e os KKK (Ku Klux Klan).Mas se você só tem amor pela sua própria raça. Então só sobra espaço para discriminar. E discriminar só gera ódio. E quando você odeia, então, você tende a ficar irado.
Maldade é o que você demonstra. E é exatamente assim que a raiva funciona e opera. Cara, você tem que ter amor para endireitar-se. Tome controle da sua mente, e medite. Deixe sua alma levitar para o amor.
Pessoas matando, pessoas morrendo. Crianças feridas e você escuta elas chorando.
Você consegue praticar o que você prega. E dar a outra face?
Senhor, Senhor, Senhor nos ajude. Envie-nos alguma orientação daí de cima. Por que as pessoas andam me questionando. Onde está o amor?
Não sou o mesmo, tudo sempre está mudando. Os novos dias são estranhos,estará o mundo insano?
Se o amor e paz são tão fortes, porque há partes do amor que não pertencem? Países jogando bombas.
Gases químicos enchendo os pulmões de crianças pequenas, com sofrimento contínuo enquanto a juventude morre cedo. Então pergunte a si mesmo,o amor realmente se foi? Então eu poderei perguntar pra mim mesmo,o que realmente está acontecendo de errado?
Nesse mundo que vivemos, pessoas vivem cedendo, tomando decisões erradas, apenas visando seus dividendos
Sem respeitar um ao outro, negando seu irmão. Uma guerra está acontecendo,mas a razão está escondida.
A verdade é mantida em segredo, varrida para debaixo do tapete, se você não conhece a verdade, então não conhece o amor. Onde está o amor? Pessoas matando, pessoas morrendo. Crianças feridas e você as escuta chorando. Você consegue praticar o que você prega? E dar a outra face? Senhor, Senhor, Senhor nos ajude. Envie alguma luz dos céus.Por que as pessoas andam me perguntando. Onde está o amor?
Eu sinto o peso do mundo nos meus ombros. Enquanto envelheço, todos vocês, pessoas ficam mais frias.
A maioria de nós só nos preocupamos em ganhar dinheiro.O egoísmo está nos guiando para a direção errada.
Informações erradas sempre mostradas pela mídia. Imagens negativas são o critério principal.Infectando as mentes jovens mais rápido do que bactéria. As crianças querem agir como elas vêem no cinema.
E aí, o que seja que tenha acontecido com os valores de humanidade. O que seja que tenha acontecido com a justiça na igualdade. Ao invés de espalharmos amor estamos espalhando desânimo. Falta de conhecimento deixando vidas longe da unidade. É por isso que as vezes eu me sinto pra baixo. É por isso que as vezes eu me sinto pra mal. Eu não teria por que ficar me sentindo assim. Tenho que manter minha esperança viva até que o amor seja encontrado. Então pergunte a si mesmo: Onde está o amor?

Esporte Seguro e Inclusivo

Envolver os adolescentes na construção de políticas públicas de garantia do direito ao esporte e nas decisões sobre a herança social que os megaeventos esportivos devem deixar para o Brasil. Criar uma rede nacional de adolescentes pelo Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo. Esses são os objetivos do Encontro dos Adolescentes pelo Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo, que será realizado nos próximos dias 6 e 7 de abril no Sesc-Tijuca, no Rio de Janeiro.

O evento reunirá brasileiros de 14 a 17 anos vindos das 12 cidades-sede da Copa do Mundo em 2014 para discutir temas relacionados ao direito ao esporte, o legado social e a participação dos adolescentes nos preparativos da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

Ao longo do evento, os adolescentes participarão de oficinas e discutirão esses temas com atletas e especialistas. Ao final do encontro, entregarão à Secretária Nacional de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer, Rejane Penna Rodrigues, à Secretária Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Silveira de Oliveira, e às demais autoridades presentes uma proposta para a construção de um legado social dos megaeventos, que promova a inclusão social e a garantia dos direitos de crianças e adolescente brasileiros.

Em parceria com o Ministério do Esporte, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Sesc Rio, o Centro de Promoção da Saúde (Cedaps), o Instituto Esporte & Educação (IEE) e o Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (Iidac), essa iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pretende envolver, desde já, os adolescentes brasileiros nas discussões sobre o legado social dos megaeventos esportivos. Será a primeira vez que adolescentes de um país organizador de grandes eventos esportivos são chamados a refletir, com os adultos, sobre o legado social dessas iniciativas.