segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Vacina para adolescentes

Serviços de saúde e escolas devem facilitar o acesso de adolescentes à vacina contra a hepatite B. A Nota Técnica nº 11/2010, do Ministério da Saúde, diz que não há necessidade de autorização dos pais para que os filhos participem da imunização. No caso de vacinação em escolas com alunos menores de 18 anos de idade, os pais devem ser avisados sobre a importância da estratégia, o dia e a hora da ação.

É recomendável que os adolescentes portem o cartão de vacina, para que a equipe de profissionais de saúde possa avaliar a melhor conduta a ser tomada e marque as datas das novas doses, para os não imunizados. Contudo, quando não é possível resgatar a história vacinal ou quando o interessado está sob a guarda do Estado, as doses podem ser dadas mesmo sem esse controle.

A medida está amparada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que traz um capítulo específico sobre o direito à saúde, por meio de ações prioritárias, como a vacinação. O ECA também diz que os adolescentes são responsáveis por seus atos quando a procura é espontânea, desde que devidamente orientados pelos profissionais de saúde.

A imunização contra a hepatite B é uma das principais medidas de prevenção contra a doença. Após três doses, mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunizados.

A hepatite viral B é transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal. Pode ocorrer pela relação sexual desprotegida (sem o uso da camisinha) ou pelo compartilhamento de objetos contaminados, como: lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, equipamentos de manicures e podólogos, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens. Há risco de infecção quando usuários de drogas compartilham instrumentos – tanto no caso das drogas injetáveis (cocaína, anabolizantes e complexos vitamínicos), como das inaláveis (cocaína) e das pipadas (crack). A transmissão pode ocorrer, igualmente, da mãe infectada para o bebê. Acidentes com exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, em que não se aplicam as normas adequadas de biossegurança, também são fatores de exposição à infecção pela doença.

ASCOM/MS

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