sábado, 16 de outubro de 2010

Maus-tratos na infância - para além da denúncia é preciso proteger

O site “Archives of Pedriatics and Adolecents Medicine” publicou na semana passada um estudo sobre maus tratos na infância que mostra que crianças que estavam sob acompanhamento do Estado não foram protegidas nem tiveram melhoras em aspectos específicos de sua situação de vida. Dos 595 casos analisados, 164 (27,6%) tiveram um inquérito por suspeitas de maus tratos a crianças entre as idades de 4 e 8 anos. Quando as crianças chegaram a idade de 8 anos, observou-se que o comportamento dos adultos cuidadores não mostraram mudanças significativas quando comparados a um outro grupo que não tinha recebido atenção do Estado. Questôes como: o funcionamento familiar, pobreza, escolaridade materna e problemas de comportamento da criança após a denúncia, foram analisados. As mães cujos filhos estavam sob acompanhamento e investigação do Estado, por denúncia de maus-tratos, apresentaram mais sintomas depressivos do que as mães dos colegas do grupo não investigados. O fato da comprovação de maus-tratos por serviços protetores da criança não alterou a situação da criança ou da família.

Em 2007, o Serviço de Proteção à Criança (CPS), dos Estados Unidos investigou 3,2 milhões de crianças com suspeita de maus-tratos. O estudo indica que a denúncia e a investigação não são suficientes para proteger a criança, revelando que em muitos casos este procedimento não altera a situação da criança que continua sofrendo.

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