quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Imprensa negra no Brasil do século XIX

Ao ressaltar momentos marcantes da imprensa negra oitocentista, o livro debate as formas de resistência negra e contribui para o enfrentamento da discriminação racial no Brasil.

Ao longo do século XIX, indivíduos e grupos negros letrados criaram espaços na imprensa para tratar dos assuntos que consideravam importantes e expor suas ideias sobre os rumos do país. Experiências cotidianas e variadas de enfrentamento do racismo, a criação de redes de sociabilidade e o uso de instrumentos legais para promover a cidadania foram registradas nas páginas de jornais assinados por “homens de cor” e dirigidos a eles. No livro Imprensa negra no Brasil do século XIX (184 p., R$ 21,00), quinto volume da Coleção Consciência em Debate, da Selo Negro Edições, a historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto resgata títulos da imprensa negra oitocentista publicados em cidades e períodos diferentes. Pioneira, a obra aborda a experiência da liberdade e da cidadania, destacando a utilização da imprensa como um instrumento de resistência negra em pleno sistema escravagista. O lançamento acontece no dia 14 de outubro, quinta-feira, das 19h às 22h, na Livraria Cultura de Brasília (Casa Park Shopping Center - SGCV – Sul – Lote 22 – Loja 4ª – Zona Industrial – Guará – DF).

Fruto do trabalho de homens negros livres, cuja cidadania era reconhecida pelas Constituições de 1824 e 1891, os periódicos denunciaram e combateram os entraves criados à garantia desse direito em variados espaços da sociedade da época – ainda organizada com base na escravidão de africanos e de seus descendentes. “Dirigidas a outros cidadãos, que teriam a mesma aparência dos redatores, aquelas palavras afirmavam talentos e virtudes e pretendiam contribuir para a solução de problemas enfrentados por aquelas pessoas”, conta a autora.

Divulgação 

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