segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Gravidez na adolescência é falta de prevenção

Metade dos jovens que tiveram filhos antes dos 22 anos tinham mais de oito anos de estudo, ou seja, pelo menos o primeiro grau completo. É o que revela um estudo da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo com informações de 908 adolescentes e seus parceiros atendidos na Casa do Adolescente de Pinheiros, na zona oeste da capital, entre agosto de 1997 e janeiro de 2010.

Segundo o levantamento, 54,7% das 454 meninas consultadas completaram pelo menos o primeiro grau. Oito (1,7%) eram universitárias. As jovens mães tinham, em média, 17,5 anos quando engravidaram e iniciaram a vida sexual aos 15. Do total de meninas, só 14%, informaram que tiveram o desejo de engravidar.

Já no caso dos parceiros das adolescentes, 48,4% estudaram por mais de oito anos, dos quais 2% eram universitários. Os pais tinham 22 anos, em média, quando ocorreu a gravidez.

Os números da escolaridade contrastam com o fato de que 61% do total de entrevistados não usaram qualquer tipo de método contraceptivo no momento da relação sexual. O anticoncepcional via oral foi usado por 19% das mulheres, enquanto apenas 16% dos rapazes usaram preservativo.

"O dado chama a atenção porque quebra o tabu de relacionar, diretamente, a falta de cuidado com a falta de informação. Por isso, é importante trabalhar outros aspectos, especialmente emoções, sentimentos, medos e angústias desses jovens", afirma a coordenadora do programa Saúde do Adolescente da secretaria, Albertina Duarte Takiuti.

Do Estadão

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