terça-feira, 26 de outubro de 2010

Infância na fotografia


Crianças brincando de ser soldados no bairro de Lavapés, Madri, em 1936 do Arquivo Regional da Comunidade de Madri/ Fundo Martín Santos Yubero. Esta foto é parte de uma exposição que será aberta em janeiro de 2011, com o título "Santos Yubero.- Crônica gráfica de meio século de vida espanhola - 1925-1975" e mostrará em 130 fotografias a vida pública e privada de Madri do século passado, conforme informação do jornal El País.

Medida contra o bullying

Em uma carta de 10 páginas, enviada hoje a milhares de distritos escolares e faculdades, o departamento de Educação dos EUA convoca educadores de todo o país para garantir que estejam cumprindo com as suas responsabilidades para impedir o assédio e bullying, como previsto nas leis federais. A carta é o produto de um ano de trabalho na revisão dos estatutos federais e jurisprudência abrangendo assédio sexual, racial e outras formas. A medida responde à urgência nas últimas semanas em função de situações extremas ocorridas, inclusive com o caso de aluno que cometeu suicídio depois de sofrer intimidação de colegas. O texto esclarece as responsabilidades legais das autoridades em escolas públicas e nas faculdades e universidades. Certas formas de intimidação e bulling dos alunos violam a lei federal contra a discriminação. De acordo com dados coletados pela área de investigação do departamento,no ano passado, um terço de todos os alunos com idades de 12 a 18 anos sentiu-se intimidado, vítima de bullying ou perseguido na escola.

A notícia foi divulgada nos jornais americanos como um "finalmente alguém toma alguma atitude".

O tema também vem sendo discutido no Brasil e a falta de orientação aos professores é visível. Uma medida para esclarecer o tema e preparar os professores para enfrentá-lo precisa ser tomada com urgência. Antes que fatos mais graves ocorram.

domingo, 24 de outubro de 2010

Escolas Quilombolas

“Era uma neta de escravos que derrubava até cinco homens com uma rasteira só”. Assim um aluno da 6ª série descreveu Maria Antonia Chules Princesa, a mulher que deu nome à escola onde estuda. Para ele e os colegas, todos de comunidades remanescentes de quilombos no Vale do Ribeira, em São Paulo, a imagem corresponde a de uma verdadeira heroína. A exaltação do negro guerreiro é uma das características de um tipo de estabelecimento de ensino que só apareceu em 2004 e cresce rápido pelo Brasil: as escolas quilombolas.
À primeira vista, são instituições comuns, com a mesma estrutura física e disciplinas das outras escolas públicas, mas a cultura em que estão inseridas as difere em público e rotina. Quilombola significa grupo formado por descendentes de escravos foragidos em quilombos. Embora o tema remeta ao passado, em termos de educação é bastante novo. O primeiro Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) a citar as instituições foi o de 2004, quando haviam 364 delas em todo o País. Agora, já são 1.696.

A demora segue o bonde da história. O direito à terra, que ocupam há séculos, foi garantido a essas famílias apenas pela Constituição de 1988. Ainda assim, mais da metade das 1.453 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Palmares, ligada ao governo federal, ainda não conseguiu os títulos de propriedade que devem ser dados pelos Estados. Só nas áreas regularizadas, as escolas existentes se tornaram quilombolas e os líderes comunitários puderam exigir a construção de novas unidades, que oferecessem mais do que a precária alfabetização a que estavam acostumados até então.

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Transporte gratuito para estudantes.

Nesta terça-feira (19), a Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG) aprovou o Projeto de Lei que concede passe livre aos estudantes do município. A nova lei garante aos estudantes do Ensino Médio passagem de ida e volta. O benefício terá validade somente para o aluno que morar a dois quilômetros de distância da escola.

Outro requisito para ter acesso ao passe livre é a participação da família do aluno em programas sociais do município. A União Municipal de Estudantes Secundaristas (Umes) de Belo Horizonte pediu a ampliação da lei. A organização defende que os alunos do ensino fundamental e superior também sejam beneficiados. A proposta da UMES ainda contemplaria os estudantes de instituições privadas.

O projeto de auxílio para o transporte escolar deverá ser votado em segundo turno pela Câmara Municipal. Se aprovado novamente, será encaminhado ao prefeito, que poderá decidir se o Projeto será implementado ou não. Antes da próxima votação, os vereadores poderão fazer emendas no texto original.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

TV influencia alimentação de crianças

Durante um final de semana, crianças chegam a passar 11 horas por dia em frente à televisão. Pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília mostra que a propaganda pode influenciar na escolha do cardápio alimentar dos pequenos. De acordo com o estudo, meninos e meninas que assistem a anúncios sobre alimentos gordurosos na TV, como hambúrger, refrigerante ou batatas fritas tendem a optar por esses alimentos. O mesmo acontece quando a garotada é exposta a propagandas com comidas saudáveis. O problema é que a disputa entre os dois tipos de alimento é desleal. Frituras, enlatados e produtos de consumo imediato representam 96,7% da publicidade de alimentos no Brasil.

Produzida pela professora Márcia Ueda, a dissertação de mestrado O efeito da publicidade de alimentos saudáveis e não saudáveis sobre as escolhas alimentares de crianças, analisou o comportamento de 28 crianças, entre 7 e 9 anos, divididas em três grupos, dois com 12 crianças cada e um com apenas quatro. A pesquisadora exibiu, em dias diferentes, vídeos com imagens de alimentos saudáveis e não saudáveis e depois apresentou às crianças figuras com 36 tipos de comida para identificar as escolhas que faziam.

Do portal da UnB (www.unb.br)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Atividade física na infância pode ter um efeito importante no desenvolvimento do cérebro

Uma equipe de pesquisadores da universidade de Illinois encontrou uma associação entre a aptidão física e o desenvolvimento do cérebro de crianças de 9 e 10 anos de idade. Os resultados mostraram que aqueles que estão mais aptos tendem a ter um hipocampo maior e um melhor desempenho em testes de memória.

A nova pesquisa, que usou imagens de ressonância magnética (MRI) para medir o tamanho relativo de estruturas específicas no cérebro de 49 crianças, foi publicada na revista Brain Research.

"Este é o primeiro estudo que eu conheço que tem usado medidas de MRI para verificar as diferenças no cérebro entre as crianças aptas e não aptas", disse Art Kramer, professor de psicologia e diretor do Instituto Beckman, que conduziu o estudo com a estudante Laura Chaddock e o professor Charles Hillman. "Além disso, refere-se às medidas da estrutura do cérebro para a cognição".

O estudo centrou-se no hipocampo, uma estrutura escondida nas profundezas do cérebro, porque é conhecido por ser importante na aprendizagem e memória. Estudos prévios em adultos mais velhos e em animais mostraram que o exercício pode aumentar o tamanho do hipocampo. O hipocampo maior está associado com o melhor desempenho em raciocínio espacial e outras funções cognitivas.

"Em estudos animais, tem sido demonstrado que os exercícios afetam especificamente o hipocampo, aumentando significativamente o crescimento de novos neurônios e a sobrevivência das células, melhorando a memória e o aprendizado, além de aumentar as moléculas que estão envolvidas na plasticidade do cérebro", disse Chaddock.

Para este estudo os pesquisadores mediram a eficiência com que as crianças utilizaram o oxigênio durante uma corrida. As crianças fisicamente aptas eram "muito mais eficientes do que as crianças menos aptas a utilização de oxigênio", disse Kramer.

Ao analisarem os dados de ressonância magnética, os pesquisaodres descobriram que as crianças fisicamente aptas tendem a ter maior volume do hipocampo - cerca de 12% maior em relação ao tamanho total do cérebro - do que seus pares fora de forma. Aquelas que estavam em melhor condição física também se saíram melhor em testes de memória relacional - a capacidade de memorizar e integrar diferentes tipos de informação.

Análises adicionais indicaram que um maior hipocampo impulsionou o desempenho na tarefa da memória relacional. "Se você remover o volume do hipocampo a partir da equação", disse Chaddock, "a relação entre a aptidão e memória diminui".

Kramer acrescenta que as novas descobertas sugerem que as intervenções para aumentar a atividade física na infância podem ter um efeito importante no desenvolvimento do cérebro.


Do site www.Isaude.net.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Racismo faz mal à saúde

O sofrimento contínuo do cidadão negro brasileiro é naturalizado pela sociedade. A naturalização contribui para a invisibilidade dos problemas que afetam a saúde mental da população negra. O resultado dessa cruel combinação é a produção de doenças que podem implicar em danos irreparáveis ou morte. Especialistas afirmam que o racismo causa efeitos perversos na saúde da população em geral, em especial para a população negra. “O racismo é uma doença mental e produz vulnerabilidade”, denuncia Jurema Werneck, membro do Conselho Nacional de Saúde e coordenadora da ONG Criola.
A forma de lidar com a saúde mental no Brasil precisa ser revista. De acordo com Werneck, deve ser considerado o impacto do racismo na construção da subjetividade do indivíduo e a partir de um referencial teórico da saúde mental que não seja o eurocêntrico.

“Não se pode chamar um problema da magnitude do racismo como estresse. Freud falava a partir da vivência da cultura do seu grupo. Quem fala por nós? Tivemos Franz Fanon que deu a largada. Mas a saúde mental precisa ser valorizada na produção teórica. E isso é uma tarefa para os nossos pesquisadores e profissionais da área da saúde mental”, afirma Werneck.

O tema foi discutido no I Encontro Nacional de Psicólogos (as) Negros (as) e Pesquisadores (as) sobre Relações Interraciais e Subjetividade no Brasil (PSINEP) na semana passada, em São Paulo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Estudando a Elite

Aconteceu na semana passada na Columbia University a primeira Conferência da Rede de Pesquisa sobre a Elite. Dorian Warren, um professor adjunto de ciência política da Columbia disse que a crescente concentração de riqueza, que vai dos 10% dos norte-americanos para concentrar-se em 1%, faz deste, o momento certo para olhar mais de perto este grupo. “Temos que entender o que está acontecendo no topo", disse o professor Warren. Já o professor de sociologia Sudhir Venkatesh afirmou que “estudar os pobres é relativamente fácil. Eles não tem o poder de dizer não. A elite não nos dá entrevistas, nem nos permite ter acesso aos seus clubes”.

Com a chamada “Scrutinizing the Elite, Whether They Like It or Not” o artigo do The New York Times vale a pena: http://www.nytimes.com/2010/10/16/your-money/16wealth.html?_r=1&hpw

Quero ser professor

"Quem quer ser professor", pergunta a orientadora pedagógica da Escola Classe 405 Norte à turma da 4ª série. Wallacy Pereira Silva, dez anos, levanta o dedo. "Eu!", diz o garoto que, ao contrário dos meninos da mesma idade, não quer ser o próximo fenômeno do futebol. Ele resolveu que vai ser professor para ajudar as pessoas.

Os pais de Wallacy não completaram o ensino fundamental, mas incentivam os três filhos a se dedicarem aos livros. Tanto que o caçula já sonha com a Universidade de Brasília, apesar de só conhecê-la pela paisagem que enxerga através da janela do ônibus. "Um dia vou pegar esse ônibus pra lá", pensa sempre que vê às inicias UnB nos letreiros.

Wallacy tem a convicção dos idealistas: "Quero dar aulas em escola pública porque lá está quem mais precisa". Ele não se abala quando uma professora cita as dificuldades financeiras enfrentadas pelos mestres. "Eu penso mais pela educação", diz. "O dinheiro também é bem-vindo, mas o mais importante é a educação", completa. O menino fala dos altos "índices de analfabetização do Brasil" e diz que pretende "fazer a educação que todos precisam".

O futuro professor já sabe que a escola oferece mais que os livros. "A gente não vem para a escola só para aprender o Português e a Matemática", diz. "A gente vem para aprender um pouco da vida". No caso de Wallacy, este aprendizado exige que ele acorde às 5h da manhã e cumpra de ônibus o trajeto de quase uma hora entre São Sebastião e o Plano Piloto.

Interessante reportagem da Universidade de Brasília em homenagem ao dia do professor em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=4044

Infância na arte

A Família - Pintura de 1924 de Tarsila do Amaral.

sábado, 16 de outubro de 2010

Maus-tratos na infância - para além da denúncia é preciso proteger

O site “Archives of Pedriatics and Adolecents Medicine” publicou na semana passada um estudo sobre maus tratos na infância que mostra que crianças que estavam sob acompanhamento do Estado não foram protegidas nem tiveram melhoras em aspectos específicos de sua situação de vida. Dos 595 casos analisados, 164 (27,6%) tiveram um inquérito por suspeitas de maus tratos a crianças entre as idades de 4 e 8 anos. Quando as crianças chegaram a idade de 8 anos, observou-se que o comportamento dos adultos cuidadores não mostraram mudanças significativas quando comparados a um outro grupo que não tinha recebido atenção do Estado. Questôes como: o funcionamento familiar, pobreza, escolaridade materna e problemas de comportamento da criança após a denúncia, foram analisados. As mães cujos filhos estavam sob acompanhamento e investigação do Estado, por denúncia de maus-tratos, apresentaram mais sintomas depressivos do que as mães dos colegas do grupo não investigados. O fato da comprovação de maus-tratos por serviços protetores da criança não alterou a situação da criança ou da família.

Em 2007, o Serviço de Proteção à Criança (CPS), dos Estados Unidos investigou 3,2 milhões de crianças com suspeita de maus-tratos. O estudo indica que a denúncia e a investigação não são suficientes para proteger a criança, revelando que em muitos casos este procedimento não altera a situação da criança que continua sofrendo.

Classe média quer ir para a faculdade

Um estudo do IBOPE Mídia revelou que 37% dos jovens da classe C querem entram numa universidade, preferencialmente pública, embora 76% da mesma classe C que estão estudando, estão no ensino privado. A classe C representa praticamente 50% da população brasileira e tem uma renda entre R$ 600 e R$ 2.099, conforme o IBOPE.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Presidenciáveis assinam carta compromisso pela educação

Aproveitando o Dia dos Professores, comemorado nesta sexta-feira (15 de outubro), os candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), assinarão uma carta-compromisso elaborada por 27 entidades ligadas ao ensino.

O documento cobra o enfrentamento, pelo próximo governo, de sete desafios urgentes do setor, como gestão democrática e valorização dos professores.

A primeira das reivindicações das entidades é a ampliação do financiamento para a educação. Atualmente, são investidos 5% do PIB na área. Os professores querem 10%.

Dilma será a primeira a assinar o texto, em São Paulo, num evento no Palácio do Trabalhador, às 13h30. No encontro, a candidata promete divulgar parte do programa de governo para a educação.

Serra assinará a carta em Londrina, em um evento marcado também com professores, às 17h30 no Hotel Boulevard.

DO IG

Máquinas para distribuir camisinha nas escolas

Máquinas que distribuirão camisinhas serão instaladas em escolas de todo o país. A idéia surgiu através de uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Unicef que mostra que jovens de 13 a 19 anos têm a vida sexual ativa, e, mesmo assim, apresentam dificuldades com o acesso aos preservativos.

Seis escolas e três cidades brasileiras já aderiram à ideia, que ajudará na prevenção da transmissão do HIV. Diminuir a gravidez precoce também é objetivo do projeto. Até o final de 2010, o projeto quer atingir pelo menos uma escola por estado.

Congresso de Educação Intercultural Bilíngue


De 19 a 22 de outubro, vai acontecer o IX Congresso Latinoamericano de Educação Intercultural Bilingüe –IXEIBAL, en Antigua, Guatemala - que pretende analisar crítica e reflexivamente, a evolução e a situação atual da Educação Intercultural Bilingüe (EIB) na América Latina. Como afirma o convite ao evento, a IB já é parte da política educativa estatal de quase todos os países da região, indo além da ações governamentais, envolvendo as organizações indígenas, as universidades, as organizações não governamentais, os organismos internacionais e bilaterais de cooperação pra o desenvolvimento e as organizações da sociedade civil que estão contribuindo decisivamente para a reivindicação dos direitos culturais, linguísticos e educativos diferenciados para os povos indígenas.

Mais detalhes em: http://www.comminit.com/es/node/323058

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Adolescentes presos antes de serem julgados

Um relatório global sobre prisão preventiva de adolescentes foi lançado pela ONG Defesa da Criança Internacional (DCI), em Genebra, na Suiça. Segundo o relatório a maioria dos adolescentes presos hoje, cerca de um milhão no mundo inteiro, estão presos aguardando um julgamento. Na França, 57,1% dos adolescentes presos estavam aguardando julgamento em 2008; no Haiti eram 80%, em Camarões eram 76%. No Brasil segundo a Pesquisa do IPEA de 2009 do total de presos adolescentes, mais de 20% estavam em internação provisória, portanto presos sem terem sido julgados. Estes números revelam que a punição de adolescentes começa antes mesmo de qualquer julgamento sobre sua responsabilidade em relação aos atos que lhe são imputados. Um jeito equivocado de fazer justiça no qual o Estado Democrático de Direito continua sendo uma ficção.

Tarabalho infantil ainda é desafio

Rio - Apesar de ter um dos menores índices de trabalho infantil do País, o Rio de Janeiro é uma das prioridades do Ministério do Desenvolvimento Social, devido ao registro de pequeno acréscimo no número de crianças fluminenses nessas condições. Há 11 estados nessa situação, que receberão atenção especial do governo.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) e o estudo ‘Estado das Crianças no Mundo’, do Unicef, dos 2,3 milhões de crianças de 5 a 14 anos, 25 mil foram submetidas ao trabalho no estado. Os índices mais baixos estão no Rio, Distrito Federal, São Paulo e Amapá — com até 1% de trabalho infantil. No topo do ranking, com até 10%, estão Piauí, Ceará, Rondônia e Tocantins.

Questionada sobre os números no País, a diretora da Secretaria Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social, Margarete Cutrim, diz que o universo de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos nesta condição é de 2,060 milhões no País. “Saímos de 2,145 milhões para 2,060 milhões. A taxa caiu de 5,84% a 5,63%, de 2008 para 2009, variação negativa 0,21%. É possível, então, comemorar o Dia da Criança. Temos no País cada vez mais crianças e adolescentes exercendo o direito de serem criança”, avalia

POR LUCIENE BRAGA para O DIA

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Gravidez na adolescência é falta de prevenção

Metade dos jovens que tiveram filhos antes dos 22 anos tinham mais de oito anos de estudo, ou seja, pelo menos o primeiro grau completo. É o que revela um estudo da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo com informações de 908 adolescentes e seus parceiros atendidos na Casa do Adolescente de Pinheiros, na zona oeste da capital, entre agosto de 1997 e janeiro de 2010.

Segundo o levantamento, 54,7% das 454 meninas consultadas completaram pelo menos o primeiro grau. Oito (1,7%) eram universitárias. As jovens mães tinham, em média, 17,5 anos quando engravidaram e iniciaram a vida sexual aos 15. Do total de meninas, só 14%, informaram que tiveram o desejo de engravidar.

Já no caso dos parceiros das adolescentes, 48,4% estudaram por mais de oito anos, dos quais 2% eram universitários. Os pais tinham 22 anos, em média, quando ocorreu a gravidez.

Os números da escolaridade contrastam com o fato de que 61% do total de entrevistados não usaram qualquer tipo de método contraceptivo no momento da relação sexual. O anticoncepcional via oral foi usado por 19% das mulheres, enquanto apenas 16% dos rapazes usaram preservativo.

"O dado chama a atenção porque quebra o tabu de relacionar, diretamente, a falta de cuidado com a falta de informação. Por isso, é importante trabalhar outros aspectos, especialmente emoções, sentimentos, medos e angústias desses jovens", afirma a coordenadora do programa Saúde do Adolescente da secretaria, Albertina Duarte Takiuti.

Do Estadão

Pintura pós-abstrata - Menina

Pintura pós-abstrata de representação que surgiu a partir de 2000. Ao lado Christoph Ruckhäberle pinta Miró.

Depois do Ensino Médio

O Brasil ainda tem muito a fazer para resolver as questões do Ensino Fundamental, onde os 3,5% que não estão matriculados representam mais de 600 mil crianças; e tem muito a fazer no Ensino Médio, fase da educação na qual somente 50% do adolescentes de 15 a 17 anos estão. São problemas sérios da educação brasileira que demandam grandes investimentos em termos de recursos financeiros, idéias, tecnologias e soluções. Talvez algumas idéias de outros países possam inspirar soluções locais. O jornal norte americano The New York Times publica hoje uma reportagem na qual aponta que apenas 30% dos norte americanos com menos de 30 anos tem uma formação posterior ao Ensino Médio. O crescimento e desenvolvimento constante e rápido das tecnologias vem demandando profissionais cada vez mais capacitados. Por isso a preocupação por lá é de combinar cursos presenciais com educação à distância para aumentar a escolaridade dos profissionais. Acredita-se que as novas tecnologias da comunicação e da informação serão a solução para dar melhores condições de formação.
No Brasil este debate ainda não começou, entretanto, o problema já se torna visível em diversas áreas do mercado.

Segundo o IBGE, no Brasil, são apenas 10% do brasileiros com menos de 30 anos que tem uma formação posterior ao Ensino Médio. Isto porque 50% dos jovens que concluíram o ensino fundamental estão conseguindo alcançar o ensino médio, e 20% , o ensino superior.

Vacina para adolescentes

Serviços de saúde e escolas devem facilitar o acesso de adolescentes à vacina contra a hepatite B. A Nota Técnica nº 11/2010, do Ministério da Saúde, diz que não há necessidade de autorização dos pais para que os filhos participem da imunização. No caso de vacinação em escolas com alunos menores de 18 anos de idade, os pais devem ser avisados sobre a importância da estratégia, o dia e a hora da ação.

É recomendável que os adolescentes portem o cartão de vacina, para que a equipe de profissionais de saúde possa avaliar a melhor conduta a ser tomada e marque as datas das novas doses, para os não imunizados. Contudo, quando não é possível resgatar a história vacinal ou quando o interessado está sob a guarda do Estado, as doses podem ser dadas mesmo sem esse controle.

A medida está amparada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que traz um capítulo específico sobre o direito à saúde, por meio de ações prioritárias, como a vacinação. O ECA também diz que os adolescentes são responsáveis por seus atos quando a procura é espontânea, desde que devidamente orientados pelos profissionais de saúde.

A imunização contra a hepatite B é uma das principais medidas de prevenção contra a doença. Após três doses, mais de 90% dos adultos jovens e 95% das crianças e adolescentes ficam imunizados.

A hepatite viral B é transmitida pelo sangue, esperma e secreção vaginal. Pode ocorrer pela relação sexual desprotegida (sem o uso da camisinha) ou pelo compartilhamento de objetos contaminados, como: lâminas de barbear e de depilar, escovas de dente, equipamentos de manicures e podólogos, materiais para colocação de piercing e para confecção de tatuagens. Há risco de infecção quando usuários de drogas compartilham instrumentos – tanto no caso das drogas injetáveis (cocaína, anabolizantes e complexos vitamínicos), como das inaláveis (cocaína) e das pipadas (crack). A transmissão pode ocorrer, igualmente, da mãe infectada para o bebê. Acidentes com exposição a material biológico e procedimentos cirúrgicos, odontológicos e de hemodiálise, em que não se aplicam as normas adequadas de biossegurança, também são fatores de exposição à infecção pela doença.

ASCOM/MS

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Onde acontece a violência contra as crianças?

A Justiça de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) condenou oito professoras de uma creche a quatro anos de prisão pela acusação de tortura continuada contra crianças. A decisão é de terça-feira (5).

As professoras da Escola de Educação Infantil Caminho do Futuro, conhecida como Creche Caminho do Futuro, foram alvo de investigação da polícia após serem apontadas como responsáveis por agressões cometidas contra alunos do berçário e maternal --que têm cerca de dois anos de idade.

Segundo informações da SSP (Secretaria da Segurança Pública), a acusação foi feita por funcionários da própria creche. Após as denúncias, a administração do local decidiu instalar câmeras, que registraram as agressões em novembro do ano passado.

As imagens mostram as professoras arrastando e empurrando as crianças. Em uma cena, uma das professoras incentiva a agressão entre as crianças.

"A avó e as mães das vítimas ouvidas, não deixaram dúvidas no sentido de terem sofrido as crianças violência física e mental, pois em algumas situações chegavam em casa com hematomas e sujas, o que se constata como um desserviço prestado pelas rés, como educadoras", afirma, na sentença, a juíza Maria Leticia Pozzi Buassi.

A pena das professoras foi aumentada pois a magistrada entendeu que elas trabalhavam equiparadas a um servidor público. Elas também não poderão exercer funções públicas por oito anos.

As acusadas já haviam sido demitidas pelo envolvimento nas agressões, mas negaram os maus-tratos. Elas podem recorrer da decisão em liberdade.


Do UOL

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Imprensa negra no Brasil do século XIX

Ao ressaltar momentos marcantes da imprensa negra oitocentista, o livro debate as formas de resistência negra e contribui para o enfrentamento da discriminação racial no Brasil.

Ao longo do século XIX, indivíduos e grupos negros letrados criaram espaços na imprensa para tratar dos assuntos que consideravam importantes e expor suas ideias sobre os rumos do país. Experiências cotidianas e variadas de enfrentamento do racismo, a criação de redes de sociabilidade e o uso de instrumentos legais para promover a cidadania foram registradas nas páginas de jornais assinados por “homens de cor” e dirigidos a eles. No livro Imprensa negra no Brasil do século XIX (184 p., R$ 21,00), quinto volume da Coleção Consciência em Debate, da Selo Negro Edições, a historiadora Ana Flávia Magalhães Pinto resgata títulos da imprensa negra oitocentista publicados em cidades e períodos diferentes. Pioneira, a obra aborda a experiência da liberdade e da cidadania, destacando a utilização da imprensa como um instrumento de resistência negra em pleno sistema escravagista. O lançamento acontece no dia 14 de outubro, quinta-feira, das 19h às 22h, na Livraria Cultura de Brasília (Casa Park Shopping Center - SGCV – Sul – Lote 22 – Loja 4ª – Zona Industrial – Guará – DF).

Fruto do trabalho de homens negros livres, cuja cidadania era reconhecida pelas Constituições de 1824 e 1891, os periódicos denunciaram e combateram os entraves criados à garantia desse direito em variados espaços da sociedade da época – ainda organizada com base na escravidão de africanos e de seus descendentes. “Dirigidas a outros cidadãos, que teriam a mesma aparência dos redatores, aquelas palavras afirmavam talentos e virtudes e pretendiam contribuir para a solução de problemas enfrentados por aquelas pessoas”, conta a autora.

Divulgação 

terça-feira, 5 de outubro de 2010

18 mil crianças vítimas de violência por dia!

Segundo dados de 2009, da Sociedade Internacional de Prevenção ao Abuso e Negligência na Infância, 12% das 55,6 milhões de crianças brasileiras menores de 14 anos são vítimas, anualmente, de alguma forma de violência. São 6,6 milhões de crianças agredidas, construindo uma média de 18 mil crianças vitimizadas por dia. As violências e os acidentes, juntos, constituem a segunda causa de óbitos no quadro geral da mortalidade brasileira. Na faixa etária entre 1 a 9 anos, 25% das mortes são devidos a essas causas e, de 5 a 19 anos, é a primeira causa entre todas as mortes ocorridas nessas faixas etárias, segundo dados do Ministério da Saúde, ou seja, a gravidade do problema atinge significativamente a infância e a adolescência. E mesmo nas situações não fatais, as lesões e traumas físicos, sexuais e emocionais deixam sequelas para toda a vida.

Na Região Norte, os maiores índices de internação hospitalar por causas externas (acidentes de transporte, homicídios e suicídios, compreende acidentes e violências que são subdivididas em intencionais, não intencionais ou acidentais e de intencionalidade desconhecida), onde se configuram as formas de violência, envolvem crianças e adolescentes. Em 2006, as internações de crianças, menores de um ano, chegaram a 50,92%, de 1 a 4 anos a 51,26% , de 5 a 9 anos, a 45,17% e, de 10 a 19 anos, a 51,32% (DATASUS). Os dados de mortalidade também são mais expressivos na faixa etária infanto-juvenil, sendo que o Brasil ocupa o segundo lugar, no mundo, em mortes por causas externas de pessoas entre 15 e 24 anos de idade.

Estes dados serão discutidos no Seminário Estadual de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes e Repercussões no Desenvolvimento Infantil”, a se realizar de hoje até o dia 08, no Hotel Beira Rio, em Belém, PA

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Fundação CASA (ex-Febem) de São Paulo condenada

Passados sete anos, a Fundação Casa foi condenada, sem possibilidade de recurso, a indenizar a família do adolescente Sidney Moura Queiróz, morto em setembro de 2003 durante um incêndio no extinto complexo Tatuapé da antiga Febem. A entidade deverá pagar à autora da ação, a mãe do adolescente, cerca de R$ 400 mil (o valor se refere à soma do montante atualizado da indenização de R$ 150 mil por danos morais) e uma pensão vitalícia de um salário mínimo por mês.

A decisão foi anunciada pelo Superior Tribunal de Justiça depois de rejeitar o último recurso cabível apresentado pela Fundação Casa. Dessa forma, foi mantido o veredicto do Tribunal de Justiça de São Paulo, que já tinha decidido em favor da indenização da família do adolescente.

Do Boletim do ILANUD

Jovens usam mais preservativo e tem preconceito em relação a orientação sexual.

Atualmente, a discussão sobre diversidade sexual é realizada em 58,6% das escolas do ensino médio, gravidez na adolescência em 87,4% e DST e aids em 90,8% (Censo Escolar 2008. Já a Pesquisa do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde mostra que meninos e meninas de 15 a 24 anos de idade têm mais parcerias casuais e usam mais camisinha do que os maiores de 25 anos. Contudo, após a primeira relação sexual, o uso do preservativo cai – passa de 61% para 50% nas relações sexuais com parceiros casuais. O estudo também revela que o preconceito contra homossexuais ainda persiste – 10,5% dos jovens nunca teriam um amigo gay. Para o mestre em educação e sexualidade, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, a mudança curricular contribuirá para diminuir o estigma e ajudará a superar o preconceito contra o segmento. “A homofobia causa problemas sérios, como evasão escolar e dificuldade de aprendizagem”, enfatiza.

A gravidez de pessoas soropositivas

O que fazer quando se quer ter filho e o casal ou um dos parceiros tem o vírus da aids? No Brasil, aproximadamente 80% das pessoas com aids se encontram na faixa etária reprodutiva. Entre 2008 e 2009, cerca de 6 mil mulheres que sabidamente viviam com HIV engravidaram. Para o fortalecimento dos direitos sexuais e reprodutivos das pessoas que vivem com HIV no Brasil, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais lança as “Estratégias de Redução de Risco de Transmissão Sexual do HIV no Planejamento da Reprodução para Pessoas que Vivem e Convivem com HIV ou Aids”, parte do suplemento ao Consenso de Adultos 2008. A publicação vai orientar profissionais de saúde sobre como tratar do assunto com casais soroconcordantes (quando ambos têm HIV) ou sorodiscordantes (quando um apenas é positivo para HIV) que desejam engravidar. A proposta é reduzir os riscos de transmissão sexual do HIV ao parceiro e evitar novas infecções, incluindo as hepatites virais. As tecnologias atualmente disponíveis e recomendadas no Brasil são capazes de reduzir o risco de transmissão vertical (de mãe para filho) para menos de 1%.

Do Informe do MIn. Saúde. www.aids.gov.br

Pessoas perseguidas devido à sua orientação sexual

GENEBRA, 1 de outubro (ACNUR) - A agência da ONU para refugiados fez um apelo nessa sexta-feira para que haja maior compreensão sobre asdificuldades encontradas por pessoas perseguidas devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero e pede o reconhecimento de sua vulnerabilidade.

“Pessoas que pertencem a esses grupos são mais suscetíveis a sofrer violência sexual e de gênero tanto em seus países de origem como nos países onde recebem asilo”, disse a porta-voz do ACNUR, Melissa Fleming, em uma conferência de imprensa em Genebra. “Eles encontram um alto risco de discriminação em assentamentos urbanos e campos de refugiados”, acrescentou.

Fleming disse que o ACNUR tem conduzido uma pesquisa sobre os principais desafios encontrados por lésbicas, homossexuais, bissexuais,transsexuais e interssexuais solicitantes de refúgio e refugiados. As conclusões foram apresentadas durante a reunião, realizada em Genebra na quinta-feira, de governos, organizações internacionais, ONGs,acadêmicos e profissionais do judiciário para discutir a particular vulnerabilidade desse grupo.

ACNUR é a Agência da ONU para os Refugiados

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Almoçando com as crianças

Alguns estudos mostram que o hábito de conversar, passear ou realizar refeições
em família são comportamentos que tem se mostrado como fator protetor que reduz
condutas de risco. Em estudo realizado na Espanha, em 2005, com escolares do grupo
etário de 13 a 14 anos, 58% dos pais faziam regularmente refeições com seus fi lhos.
A importância da relação positiva entre pais e fi lhos tem sido bem documentada
na redução de riscos como delinquência juvenil, depressão e sintomas psicossomáticos
(CURRIE et al., 2008).
A Pesquisa Nacional de Saúde do Estudante IBGE 2009 mostrou que nas capitais brasileiras e no Distrito Federal 62,6% dos escolares costumavam fazer cinco ou mais refeições na semana com a presença da mãe ou responsável, sendo a menor frequência observada em Salvador (54,3%) e a maior, em Florianópolis (72,7%). Não foram observadas diferenças signifi cativas segundo o sexo (masculino – 63,2% e feminino – 62,1%).

Sociedade civil elegerá representantes para o CONANDA

Estão abertas as inscrições para o processo de eleição dos representantes das instituições não-governamentais que irão atuar no Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) durante o biênio 2011/2012. Poderão se inscrever até o dia 08 de outubro as entidades que atuam nas áreas de promoção, proteção e defesa ou atendimento de meninos e meninas no âmbito nacional.

Além de comprovar pelo menos dois anos de atuação na área em no mínimo cinco estados e duas regiões do país, os interessados devem apresentar no ato da inscrição ou postar nos correios uma cópia autenticada do Estatuto da Entidade, da ata de reunião que elegeu a atual representação legal da entidade registrada em cartório, relatório de atividades dos anos 2008 e 2009 e credencial do representante que participará da assembléia de eleição. A eleição será encerrada quando todas as entidades inscritas e aptas a votar tiverem exercido seu direito de voto. Os documentos devem ser entregues à Secretaria Executiva do CONANDA, no endereço: SCS, Quadra 09, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate – Torre ‘A’, 8º andar, CEP 70308-200, Brasília/DF.

Os 14 candidatos mais votados exercerão a função de titulares e os 14 seguintes ocuparão a função de suplentes no Conselho. A posse dos novos conselheiros está prevista para acontecer no dia 15 de dezembro de 2010.