quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Shakespeare pela Infância

Sob a coordenação de Jorge Furtado e Liziane Kugland foi realizada uma publicação dos sonetos de Shakespeare traduzidos livremente por atores, cineastas e figuras da mídia como Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Wagner Moura, Fernando Meirelles, Guel Arraes, etc.. Por sugestão do Lázaro Ramos os direitos autorais do livro foram doados ao Unicef para apoiar programas que incentivam a leitura. "O livro revela que nem Shakespeare foi tão rigoroso assim em seus 154 sonetos, escritos nos anos 1590 e publicados em 1609. O 126 tem apenas 12 versos, rimando de par em par.", conforme informe da Folha de São Paulo. Confira com ficou o soneto 14 na tradução de Lázaro Ramos e Jorge Furtado:

"Not from the stars do I my judgment pluck;And yet methinks I have astronomy,But not to tell of good or evil luck,Of plagues, of dearths, or seasons' quality; Nor can I fortune to brief minutes tell,Pointing to each his thunder, rain, and wind,Or say with princes if it shall go well,By oft predict that I in heaven find: But from thine eyes my knowledge I derive,And, constant stars, in them I read such artAs truth and beauty shall together thrive,If from thyself to store thou wouldst convert; Or else of thee this I prognosticate:Thy end is truth's and beauty's doom and date.

Não colho julgamentos das estrelas Embora saiba um pouco de astronomia Notícias boas, más? Não sei prevê-las Nem sei da fome que trarão os dias Não sei o que virá em um momento Não peçam, príncipes, palpites a granel Não sei se virá chuva, raios, sol ou vento Não tenho visões ao explorar o céu Teus olhos dizem o que é ou não é Fontes do que sei, olhos faróis, meus astros É deles que virão beleza e fé Se tu concederes dar-lhes lastro Ou isto, ou teu futuro se deslinda:Tua morte, o belo e o justo finda.

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