quinta-feira, 13 de maio de 2010

Melhores países para as mães

As mães na Noruega e na Austrália estão a viver nos melhores lugares do mundo, segundo o 11º Índice Anual das Mães da Save the Children, o qual classifica os melhores e piores lugares para ser-se mãe. O Afeganistão classificou-se em último lugar da lista de 160 países, os quais incluíram 43 nações desenvolvidas e 117 do mundo em vias de desenvolvimento.

O Índice das Mães vem salientado no Relatório da Save the Children sobre o Estado das Mães do Mundo para 2010, o qual examina as várias formas pelas quais as mulheres que estão a trabalhar na linha de frente dos cuidados de saúde, estão a ajudar a salvar as vidas das mães, dos recém-nascidos e das crianças pequenas. O mesmo faz um apelo urgente no sentido de aumentar o número de trabalhadores da saúde na linha de frente, nas nações mais pobres do mundo. O Índice baseia-se numa análise de indicadores da saúde e do bem-estar das mulheres e das crianças, exemplificando nitidamente que a provisão às mães de acesso ao ensino, às oportunidades económicas e aos cuidados de saúde materno-infantil, dá a elas e aos seus filhos, a melhor possibilidade de sobreviverem e desenvolverem-se.

Dentre os dez melhores lugares para ser-se mãe: a Noruega classifica-se em primeiro lugar, seguida da Austrália, Islândia, Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Países Baixos, Bélgica e a Alemanha. Dentre os dez lugares mais baixos: o Afeganistão classifica-se em último lugar, precedido do Níger, Chade, Guiné-Bissau, Iémen, República Democrática do Congo, Mali, Sudão, Eritreia e da Guiné Equatorial.

• No Afeganistão e no Chade, menos de quinze pôr cento dos partos são assistidos pôr pessoal qualificado da saúde. Na Etiópia, apenas seis pôr cento dos partos são atendidos. Na Noruega, o pessoal qualificado da saúde está presente em praticamente todos os partos.

• No Níger, uma mulher em cada sete morre durante a gravidez ou parto. O risco é de 1 em 8 no Afeganistão e na Serra Leoa. Na Bósnia-Herzegovina, na Grécia e na Itália, o risco de morte materna é de menos de 1 em 25.000, sendo na Irlanda de menos de 1 em 47.600.

• Em Angola, no Chade, na República Democrática do Congo e na Somália, uma criança em cinco não chega a atingir o seu quinto aniversário. No Afeganistão, 1 criança em cada 4 morre antes dos 5 anos de idade. Em Moçambique, a proporcao e de 1 em 7 criancas.

• Uma pessoa de sexo feminino no Afeganistão, Angola, Chade, Djibuti, Eritreia e Guiné-Bissau, recebe menos de cinco anos de ensino formal. No Níger, as mulheres recebem menos de quatro anos. Na Austrália e na Nova Zelândia, a média das mulheres frequenta a escola durante mais de vinte anos.

• No Afeganistão, Jordão, Líbano, Jamahiriya Árabe Líbio, Marrocos, Omã, Paquistão, Síria e Iémen, as mulheres ganham 25 cêntimos ou menos pôr cada dólar auferido pêlos homens. As mulheres sauditas e palestinas ganham apenas 16 e 12 cêntimos respectivamente, com relação a cada dólar auferido pêlos homens. Na Mongólia, as mulheres auferem 87 cêntimos pôr cada dólar que os homens auferem e, em Moçambique auferem noventa cêntimos.

Fonte: Comunicado de Imprensa do UNICEF Moçambique

Nenhum comentário:

Postar um comentário