quinta-feira, 20 de maio de 2010

Lei Pelé pode driblar direitos

Conforme já informado, o projeto que altera a Lei Pelé está em tramitação no Senado, na Comissão de Constituição e Justiça. O Senador Álvaro Dias é o relator e, de acordo com e.mails anteriores, ele não acatou a emenda proposta pelo Ministério Público do Trabalho, que dava mais garantias aos atletas em formação, tais como contrato para o período de formação, vínculo empregatício, salário mínimo, prazo mínimo e máximo para contratação definitiva, contribuição para o Fundo de Garantia, programas de formação .
No entanto, ele solicitou a retirada do relatório e apresentará outro na próxima quarta-feira, o que nos dá um tempo a mais para reivindicações.
A proposta é que falemos com promotores do Estado do Paraná para que se manifestem junto ao senador. As entidades poderiam enviar e.mails para o gabinete do senador Álvaro Dias, alvarodias@senador.gov.br, ou manifestarem-se de outras formas, segue endereço e telefones- Ala Senador Nilo Coelho, gab. 10 Tel.:(61) 3303-4059/4060, Fax: (61) 3303-2941 solicitando que ele acate a emenda.
Conversamos, ainda, com o senador Cristovam Buarque que se mostrou interessado em ajudar, por isso é importante que se manifestem também junto ao seu gabinete , Ala da Biblioteca, gab. 05, Tel.:(61) 3303-2281, Fax: (61) 3303-2874 - cristovam@senador.gov.br

O projeto tramitava na Câmara com o número PL 5186/2005 e no senado é o PLC 9/2010.

Informe de Cleo Manhas do Criança e Adolescente: Prioridade no Parlamento

Idade Penal na Argentina

Com falta de tempo para dedicar a este blog, vou postar diretamente alguns artigos para socializar informações. Este vai em espanhol.

Para no bajar la edad de imputabilidad
Referentes de organizaciones sociales y de derechos humanos, especialistas en infancia y diputados criticaron la ley de régimen penal juvenil, que tiene media sanción en el Senado. Reclamaron que no se baje la edad de imputabilidad.
“No a la baja de la edad de imputabilidad” fue la consigna unánime entre referentes de organizaciones sociales y de derechos humanos, especialistas en infancia y diputados que expusieron sus reparos a la ley de régimen penal juvenil aprobada en noviembre en el Senado. “¿Cuándo van a preguntarles a los chicos cuál es su seguridad?”, reclamó el Premio Nobel Adolfo Pérez Esquivel, durante la audiencia. Los expositores solicitaron que la baja de edad “no se esconda detrás de los derechos”, en referencia a los avances que contiene la norma, como las garantías procesales a los menores de edad, reconocidas por la legislación nacional e internacional en infancia. “Hay que adecuar la ley a las normativas de la protección integral (ley 26.061) para salir del paradigma tutelar, pero no tiene que ser por el camino de los institutos de menores. Estamos atrasados en todos los derechos de los niños y no podemos exigir que sólo se cumpla el derecho penal”, resumió la diputada Liliana Parada, vicepresidenta de la Comisión de Legislación Penal, donde el proyecto sería tratado a mediados de junio.
“El hambre es un crimen” y “Ningún pibe nace chorro” eran las frases inscriptas en las pecheras que llevaban puestas los niños, niñas y adolescentes que circulaban por la sala 1 del anexo de Diputados, minutos antes de que las cien personas atendieran a los oradores. Se encendieron los micrófonos y la palabra la tuvieron ellos: Yésica, Joaquín, Caty, Gabriela y Axel se turnaron para leer su “Carta abierta a los legisladores argentinos”.
“Nos resulta extraño y preocupante que nuestros legisladores se predispongan a discutir que es necesario meter presos a niños cada vez más chiquitos en vez de dar una respuesta amplia y definitiva para que todos los pibes de nuestro país tengan sus derechos garantizados”, leyó su párrafo Yésica.
Tras la palabra de apertura de los niños, el titular del Servicio de Paz y Justicia (Serpaj), Pérez Esquivel, señaló que “no puede penalizarse a los chicos cuando son víctimas de una sociedad injusta. Bajar la edad de imputabilidad significaría condenar la pobreza”. Además, el Premio Nobel se adelantó al tratamiento en comisión y solicitó una reunión con los diputados para que “escuchen la voz de los chicos”.
Ayer, en la sala de audiencias, los chicos presentes eran parte de decenas de organizaciones sociales con el respaldo de las Abuelas de Plaza de Mayo, Madres de Plaza de Mayo Línea Fundadora, Madres de Plaza de Mayo, el Foro por los Derechos de la Niñez de Buenos Aires, Casacidn, la CTA y la presencia de las legisladoras Margarita Stolbizer (Gen) y Graciela Iturraspe (Unidad Popular).
Vanesa Orieta, hermana de Luciano Arruga (desaparecido el 31 de enero de 2009), puso como paradigma de la situación de los adolescentes con la ley penal a su hermano y recordó que “mucha gente justificó la desaparición de Luciano (la hipótesis de la responsabilidad policial es la más firme en la causa) porque tenía causas, pero nunca preguntó en qué condiciones vivía”.
Para entonces, los chicos ya se habían hecho cargo de la audiencia y eran ellos los que marcaban los tiempos de las intervenciones y pasaban el micrófono. El “no a la baja de la edad de imputabilidad” resonaba en cada intervención, por lo que el secretario de Derechos Humanos de la CTA, Ricardo Peidro, llamó a los diputados a “tomar conciencia” para “no hacerle el juego al altar de la derecha, que es la ‘mano dura’. Los chicos no están detrás de ningún de-sarmadero ni de ninguna red de narcotráfico”, ironizó Peidro.
El proyecto girado desde Senadores contempla como penalmente responsables a las personas de 14 o 15 años de edad que cometan un delito doloso con pena mínima de tres años y a los de 16 o 17 años que cometan delitos con pena mínima de dos años.
Entre los proyectos que a mediados de junio se tratarían en Diputados la regla general es el respeto a las garantías procesales y las medidas alternativas y ponen a la privación de la libertad como último recurso. Las diferencias están marcadas por las penas máximas consideradas y por la contemplación o no de la distinción de edad. Los proyectos firmados por Patricia Bullrich (Coalición Cívica) y Francisco de Narváez (Peronismo Federal) ponen las penas más altas de 15 y 9 años, respectivamente. Mientras que el presentado por Horacio Alcuaz (Gen) y Fernanda Gil Lozano (Coalición Cívica) no considera penalmente responsables a los menores de 16 años. Consultada por Página/12, Vilma Ibarra –firmante de otro de los proyectos en Diputados– indicó que en la actualidad “la edad mínima de imputabilidad es un eufemismo. La continuidad del paradigma tutelar (con la ley 22.278) permite que los jueces pongan presos a los chicos a cualquier edad, sin garantía de proceso, y hasta los pueden encerrar por su ‘condición material’, por ser pobres”.
Informe: Nahuel Lag.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

América Latina progride mas segue distante de países ricos, diz Banco Mundial

Nos últimos 15 anos, os países da América Latina e do Caribe abriram as portas do desenvolvimento a um número maior de cidadãos, ampliando o acesso a serviços básicos --como água, esgoto, eletricidade, educação e saúde. Porém, ainda continuam bem distantes dos níveis registrados em países desenvolvidos, segundo um estudo do Banco Mundial divulgado nesta quinta-feira.
Os países com melhor desempenho no estudo foram Chile, Uruguai, México, Costa Rica, Venezuela e Argentina, todos com índice superior a 85, de um máximo de 100.
O Índice de Oportunidade Humana (IOH) do Banco Mundial mede o quanto as circunstâncias pessoais --como local de nascimento, renda familiar, raça e gênero-- influenciam o acesso de uma criança a serviços necessários para progredir na vida, como educação primária, água potável e rede elétrica.
Tais circunstâncias ainda fazem uma grande diferença para as crianças da região, segundo o estudo. Por exemplo, o nível de educação dos pais é determinante para o nível de educação das próprias crianças, e o local de nascimento é o principal fator para determinar o acesso à infra-estrutura básica, informa o Banco Mundial.
Distância
O estudo indica ainda que as oportunidades para as crianças na América Latina e no Caribe aumentaram em até 1% a cada ano desde 1995.
Por outro lado, os governos desses países ainda podem se esforçar mais para acelerar o acesso universal aos serviços básicos. Na velocidade atual, seriam precisos cerca de 24 anos, ou uma geração inteira.
Apenas 10% da média do avanço no IOH de ser atribuída a uma distribuição mais justa dos serviços decorrente de melhoras nos gastos públicos. A grande maioria das novas oportunidades devem-se, no entanto, a mudanças nas próprias circunstâncias pessoais. Por exemplo, com a migração da população do campo para a cidade, diminui o problema de falta de acesso da população rural a serviços.
Quanto à qualidade da educação, todos os países da América Latina estão atrás dos países da Europa e da América do Norte. Mesmo Chile e Uruguai, que conseguiram os melhores índices da região em educação, ainda estão bem atrás de países com as piores médias na Europa e na América do Norte.
Essa diferença, segundo o estudo, deve-se não apenas ao fato de os países desenvolvidos oferecem mais serviços de educação, mas também por oferecerem esses serviços de forma relativamente mais justa. Na América Latina, por exemplo, quanto mais rica é a família, melhor é o desempenho da criança em avaliações escolares.
Desigualdade
Os governos da região ainda não conseguiram melhorar significativamente a situação da desigualdade, avalia Marcelo Giugale, diretor do Banco Mundial para Programas de Redução da Pobreza.
O estudo registrou uma significativa disparidade interna entre os países da América Latina e Caribe: a melhora mais rápida ocorreu no México; o Chile mostra o melhor desempenho (um IOH de 95, de um máximo de 100), enquanto Honduras tem o pior (IOH de 51).
Alguns países mostraram expansão de acesso a alguns serviços, mas não a outros. A Jamaica, por exemplo, tem o melhor índice em educação, mas tem um índice médio em habitação.
Com relação a oportunidade de acesso a moradia não superlotada, apenas três países latinos estão acima da média europeia --Costa Rica, Chile e Brasil--, enquanto todos os demais aparecem no ranking ao menos cinco pontos abaixo dessa média.
Brasil e México podem oferecer acesso universal a água potável, eletricidade e esgoto durante a próxima década.
Estudo
O documento "Oportunidade Humana na América Latina e no Caribe" foi apresentado hoje na Casa da América, em Madri, na Espanha.
O estudo inclui informações de mais de 200 milhões de crianças em 19 países nos últimos 15 anos, e compara as oportunidades humanas na região com a apresentada em alguns países desenvolvidos.
Segundo o Banco Mundial, são raros os estudos comparativos padronizados e com informações de qualidade sobre América Latina e Caribe. Por isso, esse estudo deve ajudar a desenvolver políticas de redução de pobreza na região.

Notícia encaminhada por Rachel Mello

Melhores países para as mães

As mães na Noruega e na Austrália estão a viver nos melhores lugares do mundo, segundo o 11º Índice Anual das Mães da Save the Children, o qual classifica os melhores e piores lugares para ser-se mãe. O Afeganistão classificou-se em último lugar da lista de 160 países, os quais incluíram 43 nações desenvolvidas e 117 do mundo em vias de desenvolvimento.

O Índice das Mães vem salientado no Relatório da Save the Children sobre o Estado das Mães do Mundo para 2010, o qual examina as várias formas pelas quais as mulheres que estão a trabalhar na linha de frente dos cuidados de saúde, estão a ajudar a salvar as vidas das mães, dos recém-nascidos e das crianças pequenas. O mesmo faz um apelo urgente no sentido de aumentar o número de trabalhadores da saúde na linha de frente, nas nações mais pobres do mundo. O Índice baseia-se numa análise de indicadores da saúde e do bem-estar das mulheres e das crianças, exemplificando nitidamente que a provisão às mães de acesso ao ensino, às oportunidades económicas e aos cuidados de saúde materno-infantil, dá a elas e aos seus filhos, a melhor possibilidade de sobreviverem e desenvolverem-se.

Dentre os dez melhores lugares para ser-se mãe: a Noruega classifica-se em primeiro lugar, seguida da Austrália, Islândia, Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Países Baixos, Bélgica e a Alemanha. Dentre os dez lugares mais baixos: o Afeganistão classifica-se em último lugar, precedido do Níger, Chade, Guiné-Bissau, Iémen, República Democrática do Congo, Mali, Sudão, Eritreia e da Guiné Equatorial.

• No Afeganistão e no Chade, menos de quinze pôr cento dos partos são assistidos pôr pessoal qualificado da saúde. Na Etiópia, apenas seis pôr cento dos partos são atendidos. Na Noruega, o pessoal qualificado da saúde está presente em praticamente todos os partos.

• No Níger, uma mulher em cada sete morre durante a gravidez ou parto. O risco é de 1 em 8 no Afeganistão e na Serra Leoa. Na Bósnia-Herzegovina, na Grécia e na Itália, o risco de morte materna é de menos de 1 em 25.000, sendo na Irlanda de menos de 1 em 47.600.

• Em Angola, no Chade, na República Democrática do Congo e na Somália, uma criança em cinco não chega a atingir o seu quinto aniversário. No Afeganistão, 1 criança em cada 4 morre antes dos 5 anos de idade. Em Moçambique, a proporcao e de 1 em 7 criancas.

• Uma pessoa de sexo feminino no Afeganistão, Angola, Chade, Djibuti, Eritreia e Guiné-Bissau, recebe menos de cinco anos de ensino formal. No Níger, as mulheres recebem menos de quatro anos. Na Austrália e na Nova Zelândia, a média das mulheres frequenta a escola durante mais de vinte anos.

• No Afeganistão, Jordão, Líbano, Jamahiriya Árabe Líbio, Marrocos, Omã, Paquistão, Síria e Iémen, as mulheres ganham 25 cêntimos ou menos pôr cada dólar auferido pêlos homens. As mulheres sauditas e palestinas ganham apenas 16 e 12 cêntimos respectivamente, com relação a cada dólar auferido pêlos homens. Na Mongólia, as mulheres auferem 87 cêntimos pôr cada dólar que os homens auferem e, em Moçambique auferem noventa cêntimos.

Fonte: Comunicado de Imprensa do UNICEF Moçambique

segunda-feira, 3 de maio de 2010

TV faz mal às crianças

Uma polêmica que está sempre indo e vindo, virou hit com os Titãs ("a televisão me deixou burro muito burro demais") e é alvo de inúmeros estudos científicos volta à tona a partir de uma nova e enorme pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá: assistir à televisão emburrece as crianças, como mostra reportagem do The Independent . Os cientistas acompanharam 1.314 crianças nascidas em Quebec entre 1997 e 1998, com idades entre 29 meses (2 anos e meio) e 53 meses (4 anos e meio) até chegarem aos 10 anos. Seus pais precisavam relatar quantas horas os filhos assistiam à TV e os professores avaliavam a evolução acadêmica delas, suas relações psicosociais e seus hábitos de saúde. Em média, as crianças de 2 anos assistiam a 8,8 horas por semana à TV e as de 4 anos, uma média de 15 horas por semana. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira no Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine.

Os pesquisadores descobriram que os pequenos que passavam mais tempo em frente à telinha eram piores em matemática, comiam mais junk food e sofriam mais bullying de outras crianças.

As descobertas mostram que há evidências científicas de que a TV prejudica o desenvolvimento cognitivo e que o governo canadense deveria limitar o número de horas das crianças em frente à TV. Os pediatras americanos já recoemdnam que aquelas com menos de 2 anos não deveriam assistir à TV alguma e as mais velhas deveriam ter um limite diário de 2 horas por dia no máximo. A França já proíbe programas para crianças com menos de 3 anos e a Austrália recomenda que as entre 3 e 5 anos não assistiam a mais de uma hora por dia.

Os cientistas que conduziram o estudo afirmaram que a fase pré-escolar é importantíssima para o desenvolvimento do cérebro e que o tempo em frente à TV é um desperdício e pode levar à aquisição de hábitos ruins. A autora do estudo, Linda Pagani, da Universidade de Montreal, disse que o impacto negativo de se assistir à TV nesta idade permanece por toda a vida.

- Nossa descoberta mostra que este é um problema de saúde pública e que deveria existir um guia com diretrizes da Academia America de Pediatria sobre o número de horas recomendado em frente à TV.

O psicólogo Aric Sigman, que fez a revisão de 30 estudos científicos sobre TV e computadores, disse que os programas mostrados nos aparelhos modernos têm uma velocidade de edição mais rápida, sons mais altos e cores mais intensas do que nos anos 60 e 70, e que isso afetaria "dramaticamente as nossas mentes".

De O GLOBO