quarta-feira, 24 de março de 2010

Adolescentes e Jovens no Fórum Urbano Mundial

Bom Dia!
Eu habito a Cidade de Deus.
Eu habito a Cidade do Rio de Janeiro.
Em mim habita uma juventude.
Eu tenho uma história.
Eu vim da Bahia.
Fui adotado, e vim para o Rio.
No meu pai, habitou a violência,
E as cidades se habituaram ao ilícito, ao perigo e ao errado.
E se habituaram também a subestimar o potencial dos seus jovens.
Isso me incomoda.
Escuto: O Jovem é instável
Tá certo, é verdade e eu pergunto: e a economia no mundo? E os casamentos? E a política?
Escuto: O Jovem transgride
Picasso transgrediu as normas da pintura.
Einstein transgrediu os limites da física de Newton.
Escuto: O Jovem não tem os pés no chão
E eu pergunto: o chão é tão confiável assim? As terras tremem por todos os lados,
Debaixo dos pés de nossos irmãos e irmãs no Haiti... no Chile...
Escuto: O Jovem não para quieto
Sim, nós somos inquietos. E com tudo que se passa no mundo, é o caso de ficar parado? Gostaríamos que nossos dirigentes ficassem mais inquietos.
Escuto: O Jovem muda de humor o tempo todo
E eu digo que sim, nós nos emocionamos com facilidade. E quantos chamados “adultos responsáveis” perderam a capacidade de se emocionar?
E essa questão eu quero destacar. Esse talvez seja um dos elementos mais IMPORTANTES que parecem ficar esquecidos e desprezados no mundo adulto.

Trecho do discurso do jovem Renato Gardel, de 18 anos, que participa da Plataforma do Centros Urbanos no Rio de Janeiro, no V Forum Urbano Mundial.

O discurso inteiro esta em www.unicef.org.br

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