quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal usando a tecnologia atual


Aproveitando o pós-natal, se você ainda não viu, veja no link a mensagem de natal usando os recursos tecnológicos atuais.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Algumas crianças são

Algumas crianças são morenas
Como o pão fresco
Algumas crianças são amarelas
e algumas são vermelhas,
algumas crianças são brancas
e algumas são quase azuis.
Suas cores são diferentes-
As crianças são iguais a você!

Algumas crianças tomam sopa,
e algumas comem figos,
algumas crianças gostam de sorvete
e algumas de porco assado!
Algumas comem peixe cru
e algumas comem ensopados –
Seus gostos são diferentes -
As crianças são iguais a você!

Algumas crianças dizem “yes”
e algumas dizem “oui”,
Algumas dizem “já”
E algumas dizem “sim”,
Algumas crianças dizem “pip”,
E algumas dizem “bu”
Suas palavras podem ser diferentes –
As crianças são iguais a você!

Algumas crianças e vestem blusas,
E algumas “rebozos”,
Algumas crianças usam peles
E algumas usam quimonos
Algumas crianças andam nuas
E usam apenas um rabicho.
Suas roupas são diferentes-
As crianças são iguais a você.

Algumas crianças tem casas
De pedras nas ruas,
Algumas vivem em iglus,
e algumas vivem em caravanas.
Algumas vivem em velhas choças de palha
e algumas em choças novas –
Suas casas podem ser diferentes-
As crianças são iguais a você.

Algumas crianças são filandesas
e algumas são do Japão,
algumas são norueguesas
e algumas são do Sudão.
Sim, temos crianças,
nos vales e nos montes.
Seus paises são diferentes-
As crianças são parecidas!

Ah, se pudessem dançar

E se pudessem brincar
Todas juntas, num dia maravilhoso!
Algumas viriam pelo mar,
e algumas de papagaios!
Tudo isso seria diferente -

Mas as crianças seriam iguais!

Jo Tenjford - Retirado do livro Iniciação a Antropologia – Pertti J.Pelto

Enviada por Danielle de Belli

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Educação de qualidade deveria ser direito, não prêmio dado por sorteio

O clima é tenso e o silêncio predominante. Centenas de pessoas lotam o auditório com o olhar fixo para o palco, onde uma mulher gira uma urna repleta de papéis. A cena poderia retratar perfeitamente um sorteio da Mega-Sena. Não retrata, mas algumas vidas ali presentes também poderão mudar. O cenário em questão refere-se ao sorteio de vagas para o primeiro ano do Ensino Fundamental do tradicional Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Com 173 anos de existência, completados no início deste mês, a instituição de ensino mantida pelo Governo Federal recebe, a cada final de ano, centenas de pais ávidos para conseguir uma vaga para os filhos no colégio reconhecido pelo ensino de qualidade acima da média do oferecido na rede pública. Na lista de ex-alunos estão alguns personagens ilustres, entre eles, a atriz Fernanda Montenegro, o poeta Manuel Bandeira e o ex-presidente marechal Floriano Peixoto.
“O sucesso da nossa fórmula está no corpo docente. Cerca de 40% dos nossos professores possuem mestrado e, 10%, doutorado”, informa a diretora-geral Vera Rodrigues.
Atualmente, o Pedro II possui oito unidades espalhadas pela Região Metropolitana do Rio, mas apenas cinco recebem alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. A partir do 6º ano, todas as unidades recebem estudantes, mas o ingresso, assim como no Ensino Médio, acontece por provas. O ingresso por sorteio ocorre apenas no primeiro ciclo do Ensino Fundamental.
Neste ano, foram registradas mais de seis mil inscrições para as 438 vagas existentes. Na unidade de São Cristóvão, na zona norte do Rio, que abriga a direção-geral, foram oferecidas 150 vagas e contabilizadas 2.050 inscrições.
“Isso aqui parece jogo entre Vasco e Flamengo”, compara um pai, tamanho é o clima tenso no auditório do colégio em São Cristóvão minutos antes do início do sorteio, ocorrido nesta sexta-feira (10). O primeiro nome é tirado da urna e lido em voz alta. Silêncio no local. O responsável pela criança não estava presente. A situação foi a mesma com o segundo nome. O gelo só foi quebrado no terceiro .
“Aqui! Aqui!”, comemora Tatiana Braga, aos gritos e com os braços para o ar, ao escutar o nome da filha caçula. “Agora estou aliviada. Pagar colégio está muito caro”, diz a professora, moradora da Tijuca, que já tem a filha mais velha estudando na instituição de ensino centenária.
O procedimento continua. Alguns sorteados são mais contidos, sequer levantam da cadeira ao ouvir o nome do filho. Quem ainda não teve a mesma sorte reza, outros roem unhas. “Mãe, tomara que eu seja sorteada. Torce por mim”, pede uma menina à mãe, mostrando maturidade de gente grande.
Ao ouvir o nome do neto, a aposentada Júlia Moreno começa a chorar, se ajoelha e levanta as mãos para o alto, segurando um terço. “Antes do nome ser lido, eu já estava dizendo ‘obrigada Senhor por já estar aqui’. Temos que agradecer porque muitas pessoas não puderam sequer pagar o valor da inscrição”.
Mãe de três filhos, sendo um ex-aluno que hoje trabalha na Petrobras, a moradora de São Cristóvão revela que já vinha cumprindo uma maratona espiritual há semanas para o sorteio. “Fui à igreja e coloquei o nome do meu neto embaixo do Santíssimo e rezava diariamente o terço da misericórdia. Ao entrar no colégio, eu disse: ‘Senhor, entre primeiro na minha frente’”, conta.
Desempregada e estudando para concursos, Laires Lima também apelou para a fé. E deu certo. “Acendi uma vela antes de sair de casa. É muito bom saber que meu filho tem um futuro garantido. O ensino é muito bom e aqueles que se dedicam praticamente saem daqui direto para uma faculdade pública”, diz.
Viúva, a moradora de Duque de Caxias foi às lágrimas ao ouvir a boa nova e ligou para a mãe para compartilhar. “Ela disse para meu filho que Deus estava nos olhando lá de cima e ele disse: meu pai também’”, relata, emocionada.

Matéria completa no portal do IG

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mais resultados da Educação - PISA 2009

Se considerado histórico das médias das notas brasileiras no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), o Brasil teve o terceiro melhor crescimento na década. Houve crescimento de 33 pontos da nota geral, o que dá ao país o terceiro lugar no ranking -- Luxemburgo, o 1º, cresceu 38 pontos; e o Chile, que está em 2º, cresceu 37. Os resultados do Pisa 2009 foram divulgados nesta terça-feira (7) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O
maior avanço do país foi em matemática, com 52 pontos - foi de 334 (em 2000) para 386 (em 2009). Em leitura, o patamar de 2009 ficou em 412 - em 2000 era 396, um aumento de 16 pontos. Na área de ciências, que passou a ser avaliada em 2006, o país saiu de 390 para 405. Para se ter uma ideia, os países top da lista ficaram com 539 em leitura (Coreia do Sul), 546 em matemática (Coreia do Sul) e 554 em ciências (Finlândia).

Mesmo com resultados considerados bons pela própria OCDE, que organiza a avaliação, o país ainda está no nível 2 nas disciplinas, numa escala que vai de 1 a 6. Se for feito um ranking com as notas dos países participantes do estudo -- integrantes do mundo desenvolvido mais participantes --, o Brasil fica em 53ª posição em leitura, superando Argentina e Colômbia entre os latino-americanos, 53ª posição entre 65 países em ciências e 57º lugar em matemática.

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, é preciso ponderar que estamos competindo com países mais ricos e desenvolvidos quando elaboramos essas listas. "Temos um século de atraso [para recuperar]", afirma. O MEC qualifica a evolução brasileira, um dos destaques do relatório de 2009, como "considerável". Em linhas gerais, a OCDE credita as melhorias ao aumento de investimento e à criação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação).

"[A criação do Ideb] mexeu na educação do Brasil", afirmou Haddad. Segundo ele quando o Inep divulgou os resultados por escola em 2006, mudou o foco do trabalho.
"Colocamos um elemento que estava faltando, o aprendizado", disse.


Do UOL

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Os resultados da aprendizagem de crianças e adolescentes

Pouco mais de um terço dos alunos do 5° ano do ensino fundamental sabe ler e escrever de acordo com o esperado para a série. Também há defasagem no aprendizado de matemática, no caso dos alunos do 9º ano. As informações são do relatório do movimento Todos pela Educação, divulgado dia 1 de dezembro. A entidade criou cinco metas de acesso e qualidade da educação no Brasil e acompanha os resultados periodicamente.

Uma delas estabelece que, até 2022, pelo menos 70% deverão aprender o que é essencial para a sua série. Os patamares estipulados para 2009 foram parcialmente cumpridos: os resultados em língua portuguesa dos alunos do 5° ano ficaram abaixo do esperado: apenas 34,2% aprenderam o que deveriam, enquanto a meta era chegar a 36,6%. Em matemática, 32,6% dos estudantes atingiram o resultado indicado, superando os 29,1% estipulados.

Para os alunos do 9° ano do ensino fundamental, o cenário é inverso: a meta de português foi atingida, mas a de matemática não. Apenas 14,8% dos estudantes aprenderam o esperado para a série que cursavam – abaixo dos 17,9% estipulados pela entidade. Em língua portuguesa, 26,3% atingiram a pontuação adequada, superando a meta de 24,7%.

No ensino médio, 28,9% obtiveram o resultado esperado no caso de língua portuguesa (a meta era 26,3%) e só 11% alcançaram o aprendizado adequado para a etapa em matemática (a meta era 14,3%).

O estudo também traz análises sobre o acesso da população de 4 a 17 anos à escola, a alfabetização das crianças até os 8 anos de idade, a conclusão do ensino médio até os 19 anos e os investimentos públicos em educação.

No ano passado, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ampliou a obrigatoriedade do ensino no país. Antes apenas o ensino fundamental era compulsório – dos 6 aos 14 anos. Até 2016, o país terá que incluir todas as pessoas de 4 anos a 17 anos na escola, desde a pré-escola até o ensino médio. O atendimento está próximo de ser universalizado na faixa de 6 a 14 anos de idade (99,7%). Mas, considerando a população de 4 a 17 anos, o acesso cai para 91,9%. A maior cobertura está na Região Sudeste (93,5%) e a menor, na Sul (89,5%).

Da Agência Brasil

domingo, 5 de dezembro de 2010

Qualidade da educação e avaliação dos professores

Reportagem do jornal espanhol El país de hoje relata o trabalho da professora Michelle Rhee que desde 2006 coordena em Washington a área de educação. As 168 escolas públicas da cidade estavam com muitos problemas. Ela criou um sistema de avaliação de professores a partir de exames aplicados aos alunos. Classificou os professores de acordo com os resultados obtidos pelos alunos e na primeira edição demitiu 241 professores. Na edição deste ano demitiu 5% dos professores das escolas públicas da capital dos Estados Unidos. Outros 737 professores receberam a avaliação de que seus resultados eram muito pobres e um prazo de um ano para melhorá-los. Além disso, determinou o fechamento de 21 escolas. Com estas medidas os professores declararam guerra à coordenadora e o impacto desta crise resultou na recente derrota eleitoral do prefeito democrata que a havia posto no cargo.
A avaliação de professores é tema polêmico em todo o mundo. Recentemente estão em forte debate as políticas de avaliação em Portugal, na Espanha, no Equador, Dinamarca e diversos outros países. Embora seja um tema central na melhoria da qualidade do ensino, sua discussão, inclusive no Brasil, não consegue ultrapassar as barreiras do corporativismo.

Veja a matéria em: http://bit.ly/cJrCJf

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Adolescentes indígenas fazem ouvir sua voz em vídeo instigante

Clique no link para assistir o vídeo que é um registro do projeto Adolescentes Pataxó Promotores de Cidadania e tem imagens e direção de dois jovens videomakers de comunidades populares de Salvador, Lenon Reis e Raiane Vasconcelos. Com quase nove minutos de duração (8’57’’), traz depoimentos e opiniões de adolescentes e monitores do Projeto Território de Proteção da Criança e do Adolescente, desenvolvido pelo UNICEF e ITJ (Instituto das Tribos Jovens) em parceria com o Centro de Referência Integral de Adolescentes (CRIA), organizações indígenas, Conselhos Tutelares, Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e prefeituras de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro. Foi a partir deste projeto que o UNICEF indicou o adolescente indígena Urapinã Pataxó, de 15 anos, para falar na IX Sessão do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas, em abril deste ano, em Nova Iorque. Defendendo o direito dos povos indígenas de vivenciar sua cultura e identidade, ele fez um apelo para que as crianças e adolescentes indígenas sejam protegidos da exploração e possam se desenvolver, sentindo que são respeitadas no seu jeito de ser e não sejam forçados a negar sua origem indígena.

http://www.youtube.com/watch?v=Lf3Pzuhp3gk

Feira de boas práticas sobre os direitos das crianças

De 6 a 8 de dezembro de 2010 vai acontecer em Brasília o Observatório de Boas práticas e Projetos Inovadores em Direitos da Criança e do Adolescente. O evento vai compartilhar
as principais experiências realizadas no marco referencial da Agenda Social Criança e Adolescente,
desenvolvidas no país com apoio da SNPDCA/SDH/PR e do Conanda, no período entre 2007 e 2010. O Observatório é um ponto de encontro, diálogo e convivência entre gestores da política de direitos da criança e do adolescente de estados, municípios e do âmbito federal, bem como ONGs, adolescentes, universidades, conselheiros tutelares e de direitos, pesquisadores, personagens estratégicos do Sistema de Garantia de Direitos (SGD), além de organizações e representantes internacionais de 06 países. O evento é uma iniciativa da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNPDCA), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), em parceria com o Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (IIDAC). No centro da programação estarão reunidos cerca de 500 participantes, dentre eles gestores e adolescentes representantes 50 boas práticas e projetos inovadores desenvolvidos no Brasil em torno do tema, para articular relacionamentos de parceria, promover o intercâmbio de iniciativas no âmbito dos direitos humanos de crianças e adolescentes e estabelecer ações conjuntas para que os resultados de suas ações sejam compartilhados e difundidos no país. Apresentado ao público sob a forma de uma feira de oportunidades, o encontro vai reunir instituições nacionais e internacionais, redes, atores estratégicos e setores de governo.

Mais informações em: http://www.obscriancaeadolescente.org.br

Fundo de 3 bilhões de reais para combater violência

Ações preventivas e investigativas que garantam níveis mínimos de segurança e a destinação de recursos ao apoio emergencial e permanente às vítimas da violência e aos agentes públicos envolvidos no combate à criminalidade e na defesa da sociedade são os objetivos básicos do Fundo de Combate à Violência. Segundo pronunciamento do Presidente do Senado, José Sarney, a tramitação de PEC que cria o Fundo de Combate à Violência e Apoio às Vítimas da Criminalidade está em estágio avançado no Senado. Falta votá-la em primeiro turno e abrir o segundo turno de discussão e votação pelo Plenário. Isso pode ser feito em um único dia, com a realização de sessões extraordinárias, se houver acordo entre as lideranças da Casa, como já ocorreu outras vezes. O Fundo de Combate à Violência, de acordo com a proposta PEC 5/2007 deverá vigorar até 2020 e terá um conselho consultivo e de acompanhamento que contará com representantes da sociedade.

Para manutenção anual do Fundo, serão destinados a ele recursos em montante nunca inferior a R$ 3 bilhões. Como principal fonte de financiamento, o Fundo terá, no mínimo, 2,5% do produto da arrecadação da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Com informações da Agência Senado

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Crianças protegidas do HIV. Adolescentes nem tanto.

Resultado do Boletim Epidemiológico Aids/DST 2010, divulgado nesta quarta-feira (1º de dezembro) pelo Ministério da Saúde, reforça tendência de queda na incidência de casos de aids em crianças menores de cinco anos. Comparando-se os anos de 1999 e 2009, a redução chegou a 44,4%. O resultado confirma a eficácia da política de redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê). Mas, em relação aos jovens, pesquisa inédita aponta que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

O levantamento feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O estudo também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus da aids (prevalência de 0,17% entre os meninos com ensino fundamental incompleto e 0,10% entre os que têm ensino fundamental completo).

Os dados confirmam que o grande desafio é fazer com que o conhecimento se transforme em mudança de atitude. De acordo com a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas (PCAP 2008), 97% dos jovens de 15 a 24 anos de idade sabem que o preservativo é a melhor maneira de evitar a infecção pelo HIV, mas o uso cai à medida que a parceria sexual se torna estável. O percentual de uso do preservativo na primeira relação sexual é de 61% e chega a 30,7% em todas as relações com parceiros fixos.

Para Dirceu Greco, diretor do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, a pesquisa traz um alerta aos jovens que não se veem em risco. "O jovem precisa perceber que a prevenção é uma decisão pessoal e que ele não estará seguro se não se conscientizar e usar o preservativo", enfatiza.

Do site www.aids.gov.br

Água na escola

O Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE/MEC aprovou no dia 10 de novembro de 2010 a resolução número 30 que autoriza a transferência de recursos financeiros para garantir o abastecimento de água em condições apropriadas para consumo em escolas públicas. Serão destinados recursos financeiros no valor de R$30.000,00 (trinta mil reais) para cada escola. Podem receber o recurso as escolas públicas das redes distrital, estaduais e municipais que possuam Unidade Executora Própria (UEx) e tenham declarado no Censo Escolar de 2009 a inexistência de abastecimento de água, para aquisição de equipamentos, instalações hidráulicas e contratação de mão-de-obra voltada à construção de poços e cisternas e à utilização de outras formas e meios que lhes assegurem abastecimento contínuo de água adequada ao consumo humano. A resolução diz ainda que será assegurado atendimento prioritário às escolas que estiverem situadas nas áreas rurais das regiões norte e nordeste. A relação nominal das escolas passiveis de atendimento, será encaminhada pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (SECAD/MEC) ao FNDE e divulgada no site www.fnde.gov. br. No mesmo site encontra-se o Guia de Orientações Operacionais.

Programa Nacional de Educação Infantil para a Expansão da Rede Física (Pronei)

Proposta da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) visando estruturar uma rede de creches e pré-escolas - públicas e privadas sem fins lucrativos, gratuitas e em regime de tempo integral - foi aprovada nesta terça-feira (30) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em caráter terminativo*. O texto autoriza o Executivo a instituir o Programa Nacional de Educação Infantil para a Expansão da Rede Física (Pronei), com a finalidade de garantir proteção a crianças com idade entre seis meses e cinco anos.

De acordo com o projeto (PLS 698/07), o Pronei financiará a construção, montagem e reforma de unidades de educação infantil gratuitas. O texto determina prioridade de financiamento de unidades a serem localizadas em comunidades de baixa renda, segundo critérios do Ministério da Educação e da Secretaria de Educação do município beneficiado. O projeto prevê também padrões mínimos para a construção ou reforma e funcionamento das creches.

A gestão das unidades, de acordo com a proposta aprovada, pode ser conferida pela prefeitura a entidades comunitárias, filantrópicas e confessionais. As fontes de recursos do programa serão constituídas pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para financiamento da construção, reformas e equipamentos, e pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), que será responsável pela manutenção das unidades de ensino.

Em seu voto favorável, a senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) ressaltou que o projeto objetiva garantir educação adequada a crianças de famílias de baixa renda, numa fase do desenvolvimento importante para o sucesso escolar nos anos seguintes. No voto, lido pelo senador José Nery (PSOL-PA), Rosalba afirma que, do universo de 13 milhões de crianças com até quatro anos no Brasil, somente 11,5% estão matriculadas em creches, públicas ou privadas, credenciadas pelos sistemas de ensino.

Ao lembrar que se despede do Senado em janeiro, com o fim de seu mandato, Patrícia Saboya agradeceu aos demais senadores da Comissão de Educação pela aprovação da matéria.

* Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.

Agência Senado

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Por uma infância sem racismo

Veja no link abaixo o video da Campanha:
http://bit.ly/f3nBAs

Por uma infância sem racismo


UNICEF lança campanha Por uma infância sem racismo. Para o UNICEF, a discriminação racial não apenas persiste no cotidiano das crianças no Brasil, como também se reflete nos números da desigualdade entre negros, indígenas e brancos. Com a campanha, o UNICEF quer fazer um alerta sobre a necessidade da quebra do círculo vicioso do racismo para, dessa forma, estimular a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para as populações mais vulneráveis.

A campanha, lançada como parte da celebração dos 60 anos de atuação do UNICEF no Brasil, tem como objetivo mobilizar a sociedade brasileira para a necessidade de assegurar a equidade e a igualdade étnico-racial desde a infância. Para o UNICEF, o combate ao racismo implica valorizar as diferenças, promovendo a igualdade de tratamento e oportunidades para cada menina e menino no Brasil, o que ainda representa um grande desafio para o País. Assim busca-se contribuir com o debate nacional sobre direitos da infância e adolescência, envolvendo cada segmento da sociedade no esforço do combate ao racismo a partir do reconhecimento de sua existência.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cultura africana na Câmara de Deputados


A Câmara dos Deputados realiza, no mês de novembro, diversos eventos em homenagem ao Dia da Consciência Negra, comemorado no dia 20. Exposições, sarau e festival gastronômico lembram a importância da influência africana na cultura brasileira.

O Espaço Cultural Zumbi dos Palmares da Câmara vai exibir, em vários espaços da Casa, as mostras de fotografia "Benin-Bahia, mensagens do ultramar", "Herança africana: retratos das mulheres africanas e afro-colombianas", "Pano de Alaká - a tecelagem africana na Bahia" e "Carolina vive", dedicada a escritora Carolina Maria de Jesus (foto). Além das exposições, o Núcleo de Literatura do Espaço Cultural apresentará um sarau literário e musical que exaltará o negro no samba de enredo e na cultura brasileira.


Mais informações no site www.camara.gov.br

Ministro da Educação explica situação do ENEM no Senado

Conforme a agenda do Senado para esta terça-feira dia 16 de novembro, o ministro da Educação, Fernando Haddad, irá comparecer à Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), para prestar esclarecimentos a respeito de falhas na execução do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). A sessão está prevista para as 11horas da manhã na sala 15 da Sala Alexandre Costa.

Primeira Infância é tema de seminário no Senado

O Senado realiza a partir do dia 17/11 a 3ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz - neste ano, o tema será "A Importância dos Primeiros Laços entre o Bebê e os Cuidadores". Aproveitando a ocasião, duas comissões da Casa - a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e a Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) - promovem, na quarta-feira (17), uma audiência pública sobre o assunto.

De acordo com a Comissão de Assuntos Sociais, foram convidados para o debate a professora Elvidina Nabuco Adamson-Macedo, que trabalha na Inglaterra; Bernard Golse, que atua na área de psiquiatria infantil na França; e Sylvain Missonier, professor de psicologia na França. Haverá tradução simultânea durante a reunião.

A audiência foi solicitada pelas senadoras Rosalba Ciarlini (DEM-RN), presidente da Comissão de Assuntos Sociais, e Marisa Serrano (PSDB-MS), vice-presidente da Comissão de Educação.

A 3ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz ocorre entre os dias 16 e 19 de novembro. Já a audiência pública, marcada para o dia 17, está prevista para começar às 10h, na sala 15 da Ala Alexandre Costa, no Senado.

Ricardo Koiti Koshimizu / Agência Senado

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

E assim caminha a humanidade.....

Enviei a matéria abaixo a uma lista de emails, os comentários encaminhados geraram este post. Diz a matéria da UOL:

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou hoje (10) proposta que inclui o direito à busca pela felicidade na Constituição brasileira. A proposta é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Pela proposta, os direitos sociais previstos na Constituição serão fundamentais para a busca da felicidade. A matéria segue, agora, para plenário, onde precisará ser votada em dois turnos, com aprovação de três quintos dos senadores.

Assim, de acordo com a Proposta de Emenda à Constituição 19/2010, o Artigo 6º da Constituição passará a ser redigido da seguinte forma: "são direitos sociais, essenciais à busca da felicidade, a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a Previdência Social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados".

"Elementos concretos"

Segundo Cristovam Buarque, autor da proposta, a busca pela felicidade só é possível se os direitos essenciais estiverem garantidos. Segundo estudo de economistas brasileiros citado pelo senador, fatores como renda, sexo, emprego e estado civil influenciam no nível de felicidade das pessoas. Assim, seria possível definir o que é felicidade com elementos concretos. "A relevância do estudo, destarte, é estabelecer elementos concretos como determinantes da felicidade geral, demonstrando que é possível, sim, definir objetivamente a felicidade. Todos os direitos previstos na Constituição --sobretudo, aqueles tidos como fundamentais-- convergem para a felicidade da sociedade", afirmou Buarque.


Os comentários:

Que coisa bem boa! Eu já era feliz, pense agora :)

e agora tambem tucanaram o conceito de direito?

ele deve estar lendo muito amartya sen...

eles vão incluir o prozac na cesta básica?

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

EUA contra a exploração sexual de crianças

Autoridades americanas prenderam 884 pessoas, em 40 cidades dos Estados Unidos, supostamente envolvidas com exploração infantil, além de terem recuperado 69 vítimas menores de idade.

De acordo com o FBI, as prisões ocorreram nas últimas 72 horas dentro da chamada Operação Cross Country V. "A prostituição infantil continua sendo um problema significativo em nosso país e isso está provado pelo número de menores resgatados em nossa ação policial", disse Shawn Henry, diretor da divisão de crimes cibernéticos.

Autoridades trabalham com o centro nacional para menores desaparecidos e explorados, para identificar as crianças de acordo com as listas de menores desaparecidos ou que fugiram de suas casas.

O FBI não divulgou as cidades onde a operação foi realizada nos últimos três dias, tampouco informou os nomes dos suspeitos.

Do portal IG

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Gravidez na infância

O jornal espanhol El País noticiou hoje que uma menina de 10 anos deu à luz a uma criança na cidade de Cadiz na Andaluzia. Segundo o mesmo jornal foram 48 meninas com menos de 15 anos que tiveram filhos na Andaluzia no ano de 2008, último dado disponível. Em toda a Espanha foram 177 partos deste tipo. No Brasil, em 2007, ocorreram 2.891.328 partos dos quais 27.963 partos em meninas de 10 a 14 anos.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Infância na fotografia


Crianças brincando de ser soldados no bairro de Lavapés, Madri, em 1936 do Arquivo Regional da Comunidade de Madri/ Fundo Martín Santos Yubero. Esta foto é parte de uma exposição que será aberta em janeiro de 2011, com o título "Santos Yubero.- Crônica gráfica de meio século de vida espanhola - 1925-1975" e mostrará em 130 fotografias a vida pública e privada de Madri do século passado, conforme informação do jornal El País.

Medida contra o bullying

Em uma carta de 10 páginas, enviada hoje a milhares de distritos escolares e faculdades, o departamento de Educação dos EUA convoca educadores de todo o país para garantir que estejam cumprindo com as suas responsabilidades para impedir o assédio e bullying, como previsto nas leis federais. A carta é o produto de um ano de trabalho na revisão dos estatutos federais e jurisprudência abrangendo assédio sexual, racial e outras formas. A medida responde à urgência nas últimas semanas em função de situações extremas ocorridas, inclusive com o caso de aluno que cometeu suicídio depois de sofrer intimidação de colegas. O texto esclarece as responsabilidades legais das autoridades em escolas públicas e nas faculdades e universidades. Certas formas de intimidação e bulling dos alunos violam a lei federal contra a discriminação. De acordo com dados coletados pela área de investigação do departamento,no ano passado, um terço de todos os alunos com idades de 12 a 18 anos sentiu-se intimidado, vítima de bullying ou perseguido na escola.

A notícia foi divulgada nos jornais americanos como um "finalmente alguém toma alguma atitude".

O tema também vem sendo discutido no Brasil e a falta de orientação aos professores é visível. Uma medida para esclarecer o tema e preparar os professores para enfrentá-lo precisa ser tomada com urgência. Antes que fatos mais graves ocorram.

domingo, 24 de outubro de 2010

Escolas Quilombolas

“Era uma neta de escravos que derrubava até cinco homens com uma rasteira só”. Assim um aluno da 6ª série descreveu Maria Antonia Chules Princesa, a mulher que deu nome à escola onde estuda. Para ele e os colegas, todos de comunidades remanescentes de quilombos no Vale do Ribeira, em São Paulo, a imagem corresponde a de uma verdadeira heroína. A exaltação do negro guerreiro é uma das características de um tipo de estabelecimento de ensino que só apareceu em 2004 e cresce rápido pelo Brasil: as escolas quilombolas.
À primeira vista, são instituições comuns, com a mesma estrutura física e disciplinas das outras escolas públicas, mas a cultura em que estão inseridas as difere em público e rotina. Quilombola significa grupo formado por descendentes de escravos foragidos em quilombos. Embora o tema remeta ao passado, em termos de educação é bastante novo. O primeiro Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) a citar as instituições foi o de 2004, quando haviam 364 delas em todo o País. Agora, já são 1.696.

A demora segue o bonde da história. O direito à terra, que ocupam há séculos, foi garantido a essas famílias apenas pela Constituição de 1988. Ainda assim, mais da metade das 1.453 comunidades quilombolas reconhecidas pela Fundação Palmares, ligada ao governo federal, ainda não conseguiu os títulos de propriedade que devem ser dados pelos Estados. Só nas áreas regularizadas, as escolas existentes se tornaram quilombolas e os líderes comunitários puderam exigir a construção de novas unidades, que oferecessem mais do que a precária alfabetização a que estavam acostumados até então.

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Transporte gratuito para estudantes.

Nesta terça-feira (19), a Câmara Municipal de Belo Horizonte (MG) aprovou o Projeto de Lei que concede passe livre aos estudantes do município. A nova lei garante aos estudantes do Ensino Médio passagem de ida e volta. O benefício terá validade somente para o aluno que morar a dois quilômetros de distância da escola.

Outro requisito para ter acesso ao passe livre é a participação da família do aluno em programas sociais do município. A União Municipal de Estudantes Secundaristas (Umes) de Belo Horizonte pediu a ampliação da lei. A organização defende que os alunos do ensino fundamental e superior também sejam beneficiados. A proposta da UMES ainda contemplaria os estudantes de instituições privadas.

O projeto de auxílio para o transporte escolar deverá ser votado em segundo turno pela Câmara Municipal. Se aprovado novamente, será encaminhado ao prefeito, que poderá decidir se o Projeto será implementado ou não. Antes da próxima votação, os vereadores poderão fazer emendas no texto original.

De São Paulo, da Radioagência NP, Jorge Américo.

TV influencia alimentação de crianças

Durante um final de semana, crianças chegam a passar 11 horas por dia em frente à televisão. Pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília mostra que a propaganda pode influenciar na escolha do cardápio alimentar dos pequenos. De acordo com o estudo, meninos e meninas que assistem a anúncios sobre alimentos gordurosos na TV, como hambúrger, refrigerante ou batatas fritas tendem a optar por esses alimentos. O mesmo acontece quando a garotada é exposta a propagandas com comidas saudáveis. O problema é que a disputa entre os dois tipos de alimento é desleal. Frituras, enlatados e produtos de consumo imediato representam 96,7% da publicidade de alimentos no Brasil.

Produzida pela professora Márcia Ueda, a dissertação de mestrado O efeito da publicidade de alimentos saudáveis e não saudáveis sobre as escolhas alimentares de crianças, analisou o comportamento de 28 crianças, entre 7 e 9 anos, divididas em três grupos, dois com 12 crianças cada e um com apenas quatro. A pesquisadora exibiu, em dias diferentes, vídeos com imagens de alimentos saudáveis e não saudáveis e depois apresentou às crianças figuras com 36 tipos de comida para identificar as escolhas que faziam.

Do portal da UnB (www.unb.br)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Atividade física na infância pode ter um efeito importante no desenvolvimento do cérebro

Uma equipe de pesquisadores da universidade de Illinois encontrou uma associação entre a aptidão física e o desenvolvimento do cérebro de crianças de 9 e 10 anos de idade. Os resultados mostraram que aqueles que estão mais aptos tendem a ter um hipocampo maior e um melhor desempenho em testes de memória.

A nova pesquisa, que usou imagens de ressonância magnética (MRI) para medir o tamanho relativo de estruturas específicas no cérebro de 49 crianças, foi publicada na revista Brain Research.

"Este é o primeiro estudo que eu conheço que tem usado medidas de MRI para verificar as diferenças no cérebro entre as crianças aptas e não aptas", disse Art Kramer, professor de psicologia e diretor do Instituto Beckman, que conduziu o estudo com a estudante Laura Chaddock e o professor Charles Hillman. "Além disso, refere-se às medidas da estrutura do cérebro para a cognição".

O estudo centrou-se no hipocampo, uma estrutura escondida nas profundezas do cérebro, porque é conhecido por ser importante na aprendizagem e memória. Estudos prévios em adultos mais velhos e em animais mostraram que o exercício pode aumentar o tamanho do hipocampo. O hipocampo maior está associado com o melhor desempenho em raciocínio espacial e outras funções cognitivas.

"Em estudos animais, tem sido demonstrado que os exercícios afetam especificamente o hipocampo, aumentando significativamente o crescimento de novos neurônios e a sobrevivência das células, melhorando a memória e o aprendizado, além de aumentar as moléculas que estão envolvidas na plasticidade do cérebro", disse Chaddock.

Para este estudo os pesquisadores mediram a eficiência com que as crianças utilizaram o oxigênio durante uma corrida. As crianças fisicamente aptas eram "muito mais eficientes do que as crianças menos aptas a utilização de oxigênio", disse Kramer.

Ao analisarem os dados de ressonância magnética, os pesquisaodres descobriram que as crianças fisicamente aptas tendem a ter maior volume do hipocampo - cerca de 12% maior em relação ao tamanho total do cérebro - do que seus pares fora de forma. Aquelas que estavam em melhor condição física também se saíram melhor em testes de memória relacional - a capacidade de memorizar e integrar diferentes tipos de informação.

Análises adicionais indicaram que um maior hipocampo impulsionou o desempenho na tarefa da memória relacional. "Se você remover o volume do hipocampo a partir da equação", disse Chaddock, "a relação entre a aptidão e memória diminui".

Kramer acrescenta que as novas descobertas sugerem que as intervenções para aumentar a atividade física na infância podem ter um efeito importante no desenvolvimento do cérebro.


Do site www.Isaude.net.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Racismo faz mal à saúde

O sofrimento contínuo do cidadão negro brasileiro é naturalizado pela sociedade. A naturalização contribui para a invisibilidade dos problemas que afetam a saúde mental da população negra. O resultado dessa cruel combinação é a produção de doenças que podem implicar em danos irreparáveis ou morte. Especialistas afirmam que o racismo causa efeitos perversos na saúde da população em geral, em especial para a população negra. “O racismo é uma doença mental e produz vulnerabilidade”, denuncia Jurema Werneck, membro do Conselho Nacional de Saúde e coordenadora da ONG Criola.
A forma de lidar com a saúde mental no Brasil precisa ser revista. De acordo com Werneck, deve ser considerado o impacto do racismo na construção da subjetividade do indivíduo e a partir de um referencial teórico da saúde mental que não seja o eurocêntrico.

“Não se pode chamar um problema da magnitude do racismo como estresse. Freud falava a partir da vivência da cultura do seu grupo. Quem fala por nós? Tivemos Franz Fanon que deu a largada. Mas a saúde mental precisa ser valorizada na produção teórica. E isso é uma tarefa para os nossos pesquisadores e profissionais da área da saúde mental”, afirma Werneck.

O tema foi discutido no I Encontro Nacional de Psicólogos (as) Negros (as) e Pesquisadores (as) sobre Relações Interraciais e Subjetividade no Brasil (PSINEP) na semana passada, em São Paulo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Estudando a Elite

Aconteceu na semana passada na Columbia University a primeira Conferência da Rede de Pesquisa sobre a Elite. Dorian Warren, um professor adjunto de ciência política da Columbia disse que a crescente concentração de riqueza, que vai dos 10% dos norte-americanos para concentrar-se em 1%, faz deste, o momento certo para olhar mais de perto este grupo. “Temos que entender o que está acontecendo no topo", disse o professor Warren. Já o professor de sociologia Sudhir Venkatesh afirmou que “estudar os pobres é relativamente fácil. Eles não tem o poder de dizer não. A elite não nos dá entrevistas, nem nos permite ter acesso aos seus clubes”.

Com a chamada “Scrutinizing the Elite, Whether They Like It or Not” o artigo do The New York Times vale a pena: http://www.nytimes.com/2010/10/16/your-money/16wealth.html?_r=1&hpw

Quero ser professor

"Quem quer ser professor", pergunta a orientadora pedagógica da Escola Classe 405 Norte à turma da 4ª série. Wallacy Pereira Silva, dez anos, levanta o dedo. "Eu!", diz o garoto que, ao contrário dos meninos da mesma idade, não quer ser o próximo fenômeno do futebol. Ele resolveu que vai ser professor para ajudar as pessoas.

Os pais de Wallacy não completaram o ensino fundamental, mas incentivam os três filhos a se dedicarem aos livros. Tanto que o caçula já sonha com a Universidade de Brasília, apesar de só conhecê-la pela paisagem que enxerga através da janela do ônibus. "Um dia vou pegar esse ônibus pra lá", pensa sempre que vê às inicias UnB nos letreiros.

Wallacy tem a convicção dos idealistas: "Quero dar aulas em escola pública porque lá está quem mais precisa". Ele não se abala quando uma professora cita as dificuldades financeiras enfrentadas pelos mestres. "Eu penso mais pela educação", diz. "O dinheiro também é bem-vindo, mas o mais importante é a educação", completa. O menino fala dos altos "índices de analfabetização do Brasil" e diz que pretende "fazer a educação que todos precisam".

O futuro professor já sabe que a escola oferece mais que os livros. "A gente não vem para a escola só para aprender o Português e a Matemática", diz. "A gente vem para aprender um pouco da vida". No caso de Wallacy, este aprendizado exige que ele acorde às 5h da manhã e cumpra de ônibus o trajeto de quase uma hora entre São Sebastião e o Plano Piloto.

Interessante reportagem da Universidade de Brasília em homenagem ao dia do professor em: http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=4044