segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A ciência e o crime

Ter cinco genes associados a comportamentos agressivos reduziu em um ano a sentença aplicada a Abdelmalek Bayout, um argelino que vive na Itália e que estava sendo julgado por matar a facadas a Walter Felipe Novoa Pérez. O juiz Pier Valerio Reinotti, do Tribunal de Apelação de Trieste (Itália) é o primeiro na Europa a considerar a predisposição genética como atenuante. A condenação ficou em dois anos e oito meses de prisão depois da redução por ter cinco genes relacionados com a violência e uma diminuição de pena por doença mental.
Um dos genes de Bayout é o MAOA (monoaminooxidasa A, que metaboliza um neurotransmissor). Segundo o informe dos neurocientistas Pietro Pietrini, da Universidade de Pisa, e Giuseppe Sartori, da de Padua, "cada vez há uma maior evidência de que um conjunto de genes associados com um determinado tipo de insulto [a vítima havia criticado que o homicida se pintara os olhos com Kohl - um pó mineral preto considerado um símbolo religioso] pode predispor algumas pessoas a um determinado comportamento".
A sentença foi divulgada pela edição digital da Nature que consultou vários especialistas que relativizaram a relevância das conclusões dos cientistas. Uma das objeções é que Bayout é norte africano, um grupo étnico com maior predisposição a ter alterado o gene MAOA.
El país

Nenhum comentário:

Postar um comentário