segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia mundial contra a pneumonia

Brasília - No primeiro Dia Mundial contra a Pneumonia – lembrado hoje (2) – um projeto conhecido como Aliança Gavi quer vacinar 130 milhões de crianças, sobretudo em países pobres, até 2015. O alerta está no fato de a vacina contra a doença existir desde o ano 2000, mas estar disponível apenas em países ricos.

“Apesar de sua esmagadora presença, pouca atenção e financiamento são dados à pneumonia. A forma mais efetiva de prevenir as mortes pela doença é providenciar o fácil acesso a vacinas eficazes e acessíveis”, diz o texto do projeto, que vai precisar de R$ 4 bilhões até 2015 para implementar a ação.

Dados da parceria – que inclui a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) – indicam que uma criança morre a cada 15 segundos vítima da doença, sendo que 98% das mortes são registradas em países pobres.

De acordo com a Aliança Gavi, a pneumonia é uma inflamação severa dos pulmões, geralmente provocada por uma infecção. A doença é responsável por uma em cada quatro mortes de crianças – mais do que as mortes provocadas pela aids, pela malária e pelo sarampo juntos. Todos os anos, aproximadamente 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos morrem vítimas de pneumonia.

Desde 2001, a parceria providencia fundos para introduzir a vacina em 59 países, com resultados “espantosos” em localidades como Uganda, Bangladesh e Quênia. “Chegamos perto de eliminar a doença”.

A estratégia traçada pela Aliança Gavi inclui a introdução de uma vacina contra o rotavírus, doença que causa diarreia e que aparece com altos níveis de mortalidade infantil em 44 países. Segundo o projeto, a combinação de ambas as vacinas poderia salvar a vida de 11 milhões de crianças até 2030.

De acordo com a parceria, não será possível que o mundo alcançe uma das Metas do Milênio – a de redução de dois terços das mortes de crianças com menos de 5 anos até 2015 – sem a adoção de medidas de imunização.

Agência Brasil

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