quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Adolescência, relações sexuais e vulnerabilidade

Um estudo coordenado por Aletha Akers, ginecologista da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, indica que há uma relação entre a percepção das adolescentes sobre seu próprio peso e a sua identidade étnico-racial com comportamentos sexuais de risco.

De cerca de 7.200 adolescentes do ensino médio, ouvidas numa pesquisa em 2005, a metade informou já ter tido relações sexuais. As meninas sexualmente ativas e com sobrepeso ou que se consideram acima do peso usam menos o preservativo do que as demais. No caso das meninas brancas (caucasiana) que se consideram abaixo do peso normal (sendo verdade ou não) já tiveram relação sexual com 4 ou mais parceiros. As brancas que se consideram acima do peso são mais propensas a não usar o preservativo. Afro-americanas que se consideram abaixo do peso usam menos o preservativo e as que se consideram acima do peso tiveram mais parceiros sexuais. No caso das meninas latinas, seja acima ou abaixo de peso, a pesquisa indica que relatam mais situações de não uso do preservativo, não uso de anticoncepcional, sexo antes dos 13 anos, maior número de parceiros e uso de álcool.

Para a equipe da pesquisa estas informações são relevantes para induzir políticas de prevenção. É importante destacar que a pesquisa busca identificar fatores de percepção da adolescente sobre ela mesma indicando que a auto-estima e a auto-percepção são fatores importantes para reduzir a vulnerabilidade. A leitura destas informações fora do contexto da pesquisa pode abrir margem para a reprodução de estigmas e preconceitos.

Mais informações: http://www.sciencedaily.com

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